Duas pessoas são presas por uso de máquinas de bronzeamento artificial no RS
Equipamentos estavam em funcionamento durante ação policial em Passo Fundo, no Norte gaúcho.
Publicado em 25/12/2025 22h41 - Atualizado há 3 meses - 2 min de leitura
Duas pessoas foram presas em flagrante na manhã de quarta-feira (24) durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em um estabelecimento comercial de Passo Fundo, no Norte do Rio Grande do Sul. No local, a polícia encontrou quatro câmaras de bronzeamento artificial que estavam sendo utilizadas por clientes no momento da ação. A operação foi conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia de Passo Fundo, com apoio da Vigilância em Saúde do município e da Coordenadoria Estadual de Saúde.
Os proprietários do estabelecimento foram encaminhados à delegacia, autuados em flagrante e liberados após o pagamento de fiança.
Segundo a delegada Carolina Goulart, responsável pela investigação, o uso desse tipo de equipamento configura crime contra a saúde pública, já que a prática é proibida no Brasil há mais de 15 anos. A proibição do bronzeamento artificial para fins estéticos foi estabelecida em 2009, por meio de uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A norma também veta a importação e a comercialização desses equipamentos, com base em estudos que apontam a relação entre a radiação emitida pelas lâmpadas e o aumento do risco de câncer de pele.
Apesar da restrição, autoridades sanitárias alertam que a prática ainda ocorre de forma irregular em diferentes regiões do país.
Segundo a Anvisa, a exposição às câmaras de bronzeamento artificial pode causar diversos danos à saúde, como câncer de pele, envelhecimento precoce, queimaduras, ferimentos cutâneos, cicatrizes, perda de elasticidade da pele, além de lesões oculares, incluindo inflamações na córnea e na íris, catarata precoce e outros tipos de comprometimento da visão.