PIB do Rio Grande do Sul cresce 0,9% em 2025
Agropecuária teve recuo 6,8% com estiagem, mas outros setores garantem resultado positivo no estado.
Publicado em 01/04/2026 11h30 - Atualizado ontem - 2 min de leitura
O Rio Grande do Sul registrou crescimento de 0,9% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, totalizando R$ 753,2 bilhões, segundo dados divulgados pelo Departamento de Economia e Estatística. Apesar do resultado positivo, o desempenho ficou abaixo da média nacional, que avançou 2,3% no mesmo período.
O avanço da economia gaúcha foi garantido principalmente pelos setores de indústria e serviços, que cresceram 1,7% cada ao longo do ano.
Na indústria, o desempenho foi puxado pela indústria de transformação (+3,1%), além da extração mineral (+1,4%) e da construção (+0,3%). Por outro lado, o segmento de energia e saneamento recuou 7,1%, impactado pela estiagem.
Já os serviços tiveram crescimento impulsionado por atividades financeiras (+4,1%), transporte e logística (+2,6%) e outros serviços (+2,2%).
A agropecuária foi o principal fator negativo da economia em 2025 no RS, com retração de 6,8%. A queda foi diretamente influenciada pela estiagem no primeiro semestre, que afetou especialmente a produção de soja, com recuo de 25,2%.
Outras culturas, no entanto, registraram crescimento, como a uva (+39,3%), arroz (+22,9%), fumo (+22,5%), milho (+17,5%).
Mesmo com o resultado negativo no ano, o setor apresentou recuperação no quarto trimestre, ajudando a sustentar o crescimento geral.
O comércio avançou 1,3% em 2025, impulsionado principalmente pelo consumo cotidiano.
Segmentos mais dependentes de crédito apresentaram desempenho mais fraco.
No último trimestre do ano, a economia gaúcha cresceu 0,4% em relação ao período anterior, superando o desempenho nacional.
Na comparação com o mesmo período de 2024, a alta foi de 2,1%, também acima da média do país.
O PIB per capita do estado atingiu R$ 67.050 em 2025, cerca de 12,3% acima da média brasileira.
Segundo avaliação técnica, o desempenho reflete dois fatores principais, a base elevada de comparação em 2024, após recuperação econômica e o impacto direto da estiagem sobre o agronegócio.
O resultado reforça a dependência da economia gaúcha em relação ao setor agropecuário, mesmo com o avanço de outros segmentos.