Uma explicação técnica sobre a composição de uma bebida alcoólica era tudo o que o influenciador fitness Toguro pretendia dar durante uma conversa descontraída. O que ele provavelmente não imaginava é que dali surgiria um dos maiores fenômenos digitais de 2026.
A frase “não é energético, é sabor energético” rapidamente ultrapassou o contexto original e ganhou as redes sociais. Em poucos dias, o trecho foi transformado em vídeos, áudios, paródias e montagens que dominaram TikTok, Instagram e X. O bordão passou a ser repetido por influenciadores, marcas e usuários comuns, consolidando-se como um dos memes mais compartilhados do ano.
@luizromart365 Empresa de 50 Antônio copiou #toguro #flow #drinks ♬ som original - Luizromart365_
O sucesso não veio apenas do conteúdo, mas da forma. A fala pausada, a repetição insistente e o gesto de aspas com as mãos criaram uma assinatura visual fácil de imitar. Esse conjunto ajudou a transformar a explicação técnica em humor espontâneo, característica essencial para a viralização.
A origem da expressão
No diálogo, Toguro explicava que a bebida lançada por seu grupo não continha cafeína ou taurina, substâncias típicas de energéticos. Por isso, legalmente, não poderia ser classificada dessa forma. A alternativa encontrada foi defini-la apenas como tendo sabor semelhante.
A internet, no entanto, ressignificou a lógica. O termo passou a ser usado para situações que “parecem, mas não são”. Logo surgiram adaptações bem-humoradas como “não é namorado, é sabor namorado” e “não é grife, é sabor grife”, ampliando ainda mais o alcance do meme.
Do viral ao mercado
O impacto chamou a atenção de empresas e profissionais de comunicação. Marcas começaram a incorporar a expressão em campanhas e ações promocionais, aproveitando o engajamento orgânico já existente. O fenômeno se tornou um exemplo claro de marketing em tempo real, quando companhias reagem rapidamente a tendências criadas pelo próprio público.
O caso reforça uma mudança no mercado digital. Memes deixaram de ser apenas entretenimento passageiro e passaram a influenciar decisões comerciais, posicionamento de marca e desenvolvimento de produtos. Em vez de criar tendências do zero, muitas empresas agora observam o comportamento das redes para agir no momento certo. Quando o timing funciona, o alcance pode superar campanhas planejadas por meses.