Março Lilás reforça prevenção ao câncer de colo do útero e importância da vacinação contra o HPV
Campanha destaca diagnóstico precoce e imunização como principais estratégias de prevenção da doença.
Publicado em 10/03/2026 14h44 - Atualizado há 6 dias - 2 min de leitura
A campanha Março Lilás chama a atenção para a prevenção e o combate ao câncer de colo do útero, com foco no diagnóstico precoce e na vacinação contra o papilomavírus humano (HPV). A iniciativa busca orientar mulheres e famílias sobre medidas de prevenção, já que a doença está entre os tipos de câncer que atingem a população feminina no país.
Dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2024, o Rio Grande do Sul registrou o quarto maior número de novos casos da doença no país, conforme informações do Painel Oncologia. O câncer se desenvolve na parte inferior do útero, conhecida como colo, e tem como principal causa a infecção pelo HPV, geralmente transmitido por contato sexual.
A vacinação contra o HPV é apontada como a principal estratégia de prevenção ao câncer de colo do útero e também a outros tipos de tumores, como os que atingem ânus, pênis, boca e orofaringe. No calendário nacional de vacinação do Sistema Único de Saúde, o imunizante quadrivalente, que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do vírus, é disponibilizado gratuitamente em dose única para meninas e meninos de 9 a 14 anos.
De forma excepcional, até junho deste ano, a vacinação também foi ampliada para adolescentes de 15 a 19 anos que não receberam a dose na idade recomendada. A aplicação pode ser realizada em unidades básicas de saúde mediante apresentação de documento de identificação.
O imunizante também está disponível para pessoas de 9 a 45 anos que apresentem condições específicas, como indivíduos que vivem com HIV, transplantados, pacientes oncológicos, vítimas de violência sexual, usuários de profilaxia pré-exposição (PrEP) e pessoas com papilomatose respiratória recorrente.
Entre crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, a meta de cobertura vacinal contra o HPV é de 90%. No entanto, os índices entre o público masculino ainda permanecem abaixo do percentual previsto. Dados recentes indicam que, em 2025, a cobertura foi de 90,60% entre meninas e de 79,02% entre meninos. Nos anos anteriores, os índices foram de 87,09% para meninas e 71,02% para meninos em 2024; 83,63% e 63,88% em 2023; 79,24% e 51,44% em 2022; e 75,18% e 40,23% em 2021.