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Turismo às margens do Rio Uruguai

Publicado em 03/09/2021 14h57 - Atualizado há um mês - de leitura

A edição anterior do Noroeste, tendo ao alto uma foto do Rio Uruguai, traz a seguinte manchete: Municípios se unem em prol do turismo às margens do Rio Uruguai. No texto, detalhes do projeto que une seis municípios localizados às margens do rio para a construção de estrada com 178 Km: Dr. Maurício Cardoso, Novo Machado, Porto Mauá, Alecrim, Porto Vera Cruz e Porto Lucena. Talvez por essa união, os municípios têm o apoio das associações dos municípios das regiões Noroeste, Celeiro e Produção e do Corede. Recorrendo ao baú da memória, lembro que no início de 2000, pela primeira vez ouvi Gilnei Bauken falar em Rota do Rio Uruguai, projeto adotado pela Unijuí, desenvolvido por Helga Vettorato, Marilei Benatti e Cláudio Hofler sob a coordenação do prof. Pedro Buttenbender, detalhando as potencialidades turísticas da região.

O Rio Uruguai é indutor de turismo. O projeto (Rota) está sintonizado com a ideia atual de turismo: viagens regionais. Nos EUA, representam 95% das receitas do setor. Mas depende de infraestrutura. Também tem sido, esse caudaloso rio, fonte de inspiração de artistas. Eu já me imagino - mas se apressem, prefeitos, porque meu tempo é para compromissos de curto prazo - em restaurante, à margem do rio ou sobre barco flutuante, ouvindo Cenair Maicá cantar Rio Uruguai tendo ao fundo o som das águas que murmuram na batida dos remos:  

Quando Deus fez este mundo fez do rio a veia artéria
A água é sangue da terra lhe digo de cara seria
Sou taura na geografia, tirei cinco na matéria
E a lo largo se me engano, bobagem pouca é miséria.
Meu velho Rio Uruguai regra de sangue e de vida
A região missioneira que por ele é repartida
É manso quando nas caixa, é uma fera na subida
Fazendo roncar enchente mesmo que tigra parida.
O Uruguai é meu padrinho, pois nele fui batizado
E é por isso que eu levo jeito de potro aporreado
E aqui recordo cantando aquele velho ditado
Quem dos seus não puxa a raça não passa de um desgraçado.
Minha mãe uma xirua, destas do pêlo trançado
Meu pai um velho chibeiro que ganha a vida embarcado
Nasci num catre de balsa e se não estou enganado
Minha primeira chupeta foi a cola de um dourado.
Viro o mundo pelo avesso e sempre no vem-e-vai
Venho lavar as feridas nas barrancas do Uruguai
Meu velho rio colorado de dentro de mim não sai
E a quem sempre peço a benção como se fosse meu pai.

Aqui, em 9/4/21, escrevi que o turismo se desenvolve em cima de coisas concretas e de ficção. Citei (1) Gramado/RS que, em cima do clima e da acidentada topografia da região, culminando com o Festival do Cinema, é referência turística internacional; e (2) Verona/Itália que, com a “Casa Di Giulietta” focada em Julieta, o grande amor de Romeu, sendo que o ponto, sem ter nada de especial e muito menos de realidade, atrai milhares de turistas todos os anos de todo o mundo. Na entrada da Casa está uma estátua de bronze da musa fictícia, disputada pelos turistas para serem fotografados com a mão em seus seios. Julieta é a mística que vem do poder da poesia de Shakespeare em cima da paixão de Julieta para com Romeu (e vice-versa), de família inimiga à sua, fazendo de Verona o lugar em que a trama amorosa teria ocorrido.

Os seis municípios da costa do Uruguai entenderam que, além da força que a união gera, a estrada é fundamental para desenvolver o turismo, um setor capaz de promover o desenvolvimento econômico e o incremento nas áreas social, cultural e ambiental de seus territórios, com reflexos em outros municípios fora da costa fluvial.

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