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O cooperativismo

Publicado em 10/07/2020 14h47 - Atualizado há 4 semanas - de leitura

Julho é o mês em que o cooperativismo festeja suas conquistas, e isso vai além da simples referência ao dia do cooperativismo, 4 de julho. O Rio Grande é tido como uma espécie de “berço” do cooperativismo brasileiro no setor agropecuário. Aqui encontramos 128 cooperativas, com 200 mil associados.

Mas o cooperativismo não se limita à agropecuária. Ele é uma espécie de nova forma de propriedade, onde a união aumenta o poder de barganha e a intervenção no mundo econômico. Além disso, distribuiu lucros proporcionalmente à participação (ou ao trabalho) de cada associado. Sua ideia motora é de que todos podem ganhar juntos.

Para nós, aqui na região noroeste, a face mais visível são as cooperativas ligadas à agricultura. Algumas delas com uma longa história, como a Cotrirosa e a Coopermil. Mas hoje existem 6.828 cooperativas no país em diversos setores (15 milhões de cooperados e 425 mil empregados), desde a prestação de serviços, passando pelas de pequenos produtores e chegando às cooperativas de crédito. Há cooperativas de consumo, de transporte, escolares, habitacionais, de saúde e assim por diante. Exemplos de sucesso são muitos.  

Desde a primeira cooperativa brasileira, surgida em 1889, a realidade mudou muito, e o cooperativismo ocupa lugar preponderante no desenvolvimento e na geração de riqueza. Para a economia brasileira, hoje, é fator fundamental.

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A Aliança Cooperativa Internacional (ACI), que instituiu o dia internacional do cooperativismo, todo ano faz campanha com um tema pré-definido. Este ano o tema é “Cooperativas para a Ação Climática”. O tema serve de estímulo para que as cooperativas do mundo atuem no combate às mudanças climáticas.

Tem tudo a ver com os princípios do cooperativismo, que busca a inclusão social com preservação do meio ambiente. A degradação ambiental está colocando em risco a economia e a subsistência de milhões de pessoas. O cooperativismo está percebendo que pode auxiliar diretamente na questão, mostrando que sua força reside justamente no bem estar social e na sobrevivência econômica de seus associados.

Se as previsões se confirmarem, o desastre ambiental trará, no seu bojo, um desastre econômico incalculável para a humanidade. A mensagem é oportuna, pois.

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Mudando de assunto, falemos de leis. Os brasileiros têm sempre um jeitinho para relativizar as leis. Sempre há quem se ache superior a elas. Talvez seja uma característica do nosso período de colonização portuguesa, quando o Brasil foi "terceirizado" para alguns nobres europeus. Durante um longo período o público e o privado se confundiram, e isso permanece até hoje.

Pois sabemos que qualquer país civilizado leva a sério suas leis. Se a lei é injusta, é possível modificá-la. Mas até isso acontecer, é preciso obedecê-las, e não apenas quando elas nos são convenientes. Lembra daquele papo "você sabe com quem está falando?". Pois é. Esse tipo de gente existe por aí aos montes. Mas são as leis que consolidam uma sociedade. Somente elas estabelecem a igualdade entre os cidadãos e sua segurança jurídica.

Neste momento em que alguns se recusam a usar máscaras (comportamento exigido nesta pandemia), ou quando vemos que integrantes da famosa operação Lava Jato (que integram o poder) não cumprem as leis, estamos perdendo muito como sociedade. Dá uma sensação de frouxidão social, a mesma que sentimos quando vemos alguém estacionando o carro em vaga proibida.

 



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