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A importância do retorno dos Jesuítas às Missões

Publicado em 01/09/2020 17h29 - Atualizado há 3 semanas - de leitura

TEXTO: José Roberto de Oliveira*

A notícia que tomou a todos nesta semana é mais importante que possamos imaginar: “Os Jesuítas estão voltando”.

Com o pedido oficial ao Provincial dos Jesuítas do Brasil, tramitou o interesse, desde o ano 2017. O tema foi levado e aprovado pela Assembleia dos 30 Povos, que é o evento das comunidades missioneiras do Brasil, Argentina e Paraguai, que ocorre anualmente na primeira Redução Jesuítico-Guarani, San Ignácio Guazú (1609) – Paraguai.

Naquele momento o Irmão Jesuíta Celso Schneider representou os Jesuítas do Brasil e recebeu a incumbência de trazer em mãos o documento, que após muitas negociações, especialmente com a Diocese Angelopolitana, obteve o parecer positivo para o retorno da Companhia de Jesus a área dos 7 Povos das Missões.

A notícia é que o Sacerdote Jesuíta Dionísio Körbes e o próprio Irmão Celso Schneider estão assumindo a Paróquia de São Miguel, local fundamental para a história e valoração do nosso Patrimônio Cultural da Humanidade.

As reduções do lado onde hoje é Rio Grande do Sul, na primeira fase, começaram a ser fundadas em 1626, momento em que tivemos 18 fundações. A Redução de São Miguel Arcanjo, foi fundada em 1632 por Cristóvão de Mendoza e Pedro Romero, próximo a Serra de Santa Maria. Em 1638 foram expulsos para o outro lado do rio Uruguai e finalmente se fixaram onde hoje conhecemos em 1687. Tudo terminou com a expulsão definitiva dos Jesuítas em 1768.

Desde o início dois padres cuidavam da vida religiosa e temporal de milhares de índios em cada redução. Os principais artigos produzidos e exportados eram o mate, o fumo, o algodão, o açúcar, os tecidos de algodão, os bordados, as rendas, os objetos trabalhados em torno, mesas, armários, e baús de madeiras preciosas, esculturas, peles, curtumes e arreios de couro, rosários e escapulários, mel, frutas de várias espécies, cavalos, mulas, e carneiros, assim como e excedente de diversas indústrias, como a de instrumentos musicais e fundidos. Todos eram vendidos à Europa, Corrientes, Santa Fé, Lima, Buenos Aires, entre outros.

Para aqueles que sonham com uma região em pleno desenvolvimento e com inclusão das famílias missioneiras, têm no retorno dos Jesuítas uma feliz notícia de que passamos a contar com lideranças que podem ajudar a iluminar caminhos para reedificar a alegria da Utopia Missioneira, em termos de fraternidade, união e de um cristianismo redivivo pró-geração de riqueza a partir do melhor que a nossa história já produziu e que os grandes escritores do mundo já demonstraram.

A região como um todo está recebendo uma injeção de alegria depois da espera de tanto tempo, especialmente os ligados ao turismo. É certo que outros jesuítas já estiveram na região, mas não em um momento de tanta consciência e vontade de darmos um salto para um novo tempo. É um verdadeiro recomeço. Esperamos muito de seu retorno.

*José Roberto de Oliveira é Mestre em Desenvolvimento Regional pela Unujuí
e sócio do Caminho das Missões.

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