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Papos diversos

Publicado em 13/08/2021 13h42 - Atualizado há 2 meses - de leitura

Primeiramente, um comentário oportuno sobre economia. Pouco se comenta por aqui, mas no outro lado do rio Uruguai, nas províncias argentinas mais próximas de nós, está acontecendo uma profunda alteração econômica envolvendo a chamada “Hidrovia Paraná-Paraguai” e a retomada das ferrovias. Ao longo de décadas, os rios argentinos navegáveis foram tomados por portos privados, e isto impediu o aproveitamento organizado destas vias. Por outro lado (tal como que aconteceu no Brasil) o sistema de ferrovias foi sucateado. Por conta desta desarticulação, o transporte interno na Argentina ficou caríssimo e ineficiente. O resultado foi uma paralisia econômica. Os argentinos têm pressa, pois sem um sistema de logística e transporte ágil e barato, não há desenvolvimento.

Devemos torcer para que eles tenham sucesso nesta virada importante. Vai que nos sirva de exemplo...

***

Na recente Olimpíada, em Tókio, o atleta britânico Tom Daley fez sucesso no esporte e fora dele. No salto ornamental, conquistou a medalha de ouro. E fora da quadra, ficou famoso pelas fotos em que apareceu fazendo tricô e crochê, nas arquibancadas. Ao final da Olimpíada, compareceu feliz vestindo um blusão que ele próprio confeccionou durante os jogos.

Certamente, escolheu uma forma inusitada de administrar a tensão dos jogos, tricotando! E, veja só, a mulherada se apaixonou pelo cara!

Lembrei deste fato porque na semana passada foi comemorado o 15º aniversário da Lei Maria da Penha, que coíbe a violência doméstica. Tem gente que acha que a lei é muito rigorosa. Mas também observamos que muitos “machos” já entendem o significado social do texto. As relações entre o homem e a mulher têm uma forte raiz cultural (e até religiosa), e que devem ser vistas sob outra ótica. Afinal, estamos no século 21, e bem longe da Idade Média. Infelizmente, as estatísticas policiais continuam a levantar um alerta diário para esta violência. 

Citei o caso do atleta britânico pela singeleza do fato. Com uma habilidade que chamaríamos de “feminina”, ele foi aplaudido. Uma maneira pública (e simpática) de derrubar uma montanha de preconceitos que circulam por aí.

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E temos um debate diário envolvendo a gasolina. Você já deve ter sido questionado a respeito. A gasolina brasileira é uma das mais caras do mundo? Não é assim tão simples dizer isto. 

Há muitas variáveis, como o nível da produção, as privatizações, importação, etc. A média mundial, há alguns anos, vem sendo de 1,10 dólar americano por litro. Se fizermos a conversão pelo dólar desta semana, veremos que a gasolina que compramos nos postos aqui de Santa Rosa acompanha esta média, com pequenas variações. Há diversos países do mundo em que a gasolina é mais barata, como Venezuela (onde é quase gratuita), Síria, Angola, Egito, EUA, Bolívia e outros. Mas também há países em que os preços realmente assustam. Na Itália, por exemplo, custa mais de R$ 9,00. No Reino Unido, cerca de R$ 7,00, e em Hong Kong, R$ 13,60.

 O problema, portanto, não é a simples equivalência com a série histórica do preço do combustível. Já tivemos gasolina bem mais barata, com certeza (que saudade!). O problema é que o nosso dinheiro é o real, que está desvalorizado. E também porque estamos vivendo um período de inflação que reduz o nosso poder de compra. O espanto diante da bomba de combustível também acontece porque nosso salário compra menos mercadorias a cada dia que passa. Entre elas, a gasolina.

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