Blog Gilberto Kieling
Blog Gilberto Kieling
Gilberto Kieling



Blog

Geração espontânea

Publicado em 12/09/2020 22h00 - Atualizado há 2 semanas - de leitura

Antigamente acreditava-se que a vida era uma espécie de autocriação. É o que  ficou conhecido como “geração espontânea”. Houve quem chegasse a dizer que a vida surgia da matéria inanimada. Vou dar um exemplo. Ao matar um animal, deixavam um pedaço de carne ao sol e logo aquilo estava cheio de larvas. Como explicar? Seres vivos surgiam do nada, é claro!

Passaram-se muitos séculos e, em 1860, Louis Pasteur desmontou essa crença provando que a vida surge de outros organismos vivos. A humanidade descobriu que há seres vivos que os olhos não veem. Uma descoberta revolucionária!  

Pois essa vida microscópica que reproduz seres vivos (chama-se biogênese) continua sendo um grande mistério para a maioria dos humanos. Então existe uma coisa chamada bactéria, e umas são boas e outras são maléficas? Existem moléculas e átomos que formam o nosso corpo? Existem vitaminas e aminoácidos que fazem nosso corpo funcionar? O que são células, se eu nunca vi uma delas passeando por aí? Que coisa louca, gente! Não seria mais fácil pensar que somos formados apenas por músculos, ossos e sangue?

Não, pois a vida é muito mais complexa. É por isso que é muito difícil (para a maioria) compreender a batalha que vem sendo travada pela ciência contra o coronavírus. Enquanto irresponsáveis (até altas autoridades da República) desprezam os cuidados recomendados, a medicina se debate num mundo microscópico ocupado por vírus, células, proteínas, patógenos, anticorpos, genes, testes e tantas outras coisas.

Até agora temos proteção parcial, e nem todos compreendem isso. Você usa máscara? Ótimo, você é alguém responsável (uma dica: aquelas máscaras de acrílico também são ótimas para cortar cebola!).

 O que estou querendo dizer é que, se para nós é difícil (ou quase impossível) compreender a complexa luta da ciência, é de uma estupidez gigantesca imaginar que curas milagrosas ou inesperadas acontecerão. Muita gente já morreu por soluções mágicas. Dias atrás, até um médico negacionista foi vitimado pelo vírus. Não sejamos os próximos.

***

Neste ano a eleição será diferente por causa da pandemia. Vamos votar e escolher representantes — o que é bom e faz a democracia respirar. Aliás, neste ano a responsabilidade do eleitor é maior, pois trata-se de fazer valer o sistema democrático enfraquecido. Seria ótimo se pudéssemos escolher nossos representantes por suas propostas para a cidade, mas sei que é difícil. Ainda vivemos num tempo (atrasado, diga-se) em que o candidato é escolhido por sua religião, sua cor, sua profissão, seu dinheiro e até sua linhagem familiar.

Algumas coisas precisam ser observadas. Primeiramente, sabemos que o poder econômico vai pesar e vai comprar votos. Dizem que a internet poderia diminuir esse impacto, mas todos sabem que o dinheiro já está presente, como sempre esteve, infelizmente. Para muitos, uma cesta básica (ou uma promessa de emprego) vale mais que a consequência do voto.

Outro aspecto é que a religiosidade (especialmente a pentecostal) distorceu brutalmente nosso sistema eleitoral, onde não deveria ter entrado. É bom desconfiar de candidato que fala muito em Deus. Aqueles grupos políticos que se põem a fazer orações (pai-nosso, ave-maria, etc) são gente hipócrita disposta a tudo para usar e deturpar a fé religiosa.

Ah, também não podemos esquecer aqueles que se mostram excessivamente patrióticos. Estes também são um perigo. Bandeirinha verde-amarela também é uma forma de hipocrisia e não é garantia de bom voto. A pátria vem sendo usada vergonhosamente. Estejamos atentos, pois...

Últimas do Blog

VER MAIS NOTÍCIAS



Top Vídeos

:: assista aos destaques

Situação das pontes e estradas de Santa Rosa

Entrevista com o Secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura Rural, Valmiro Eisen, que faz um balanço da situação das pontes e estradas do município de Santa Rosa (RS).

há uma hora


Pluma Brindes 33 anos

há uma hora


Leilão de bens inservíveis

há uma hora