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Coisas da economia

Publicado em 16/05/2022 09h21 - Atualizado há um mês - de leitura

Há coisas difíceis de serem explicadas. Tenho procurado pela opinião de economistas, mas confesso minha frustração. Recorri até à internet para ver algo sensato e suficientemente explicativo. Não tenho obtido sucesso. Veja só.

O Brasil é grande produtor de café, mas o preço do café subiu 155% no ano passado, sem qualquer estiagem a prejudicar as plantações. Somos também um dos maiores produtores de soja, mas o óleo de cozinha subiu 24% nos últimos doze meses. A carne bovina nem é bom comentar, no país que tem um rebanho de 218 milhões de cabeças (na prática, uma vaca por habitante).

Estes três exemplos são de dar um nó nas nossas cabeças. Algo está fora do eixo, com certeza. Argumentos como inflação geral, exportações, guerra, juros altos, etc., podem até tentar justificar parte disto. Mas a realidade é que poucos se convencem, especialmente porque o brasileiro se orgulha de sua produção do campo, e acredita que ela deveria melhorar a vida de todos. Nada mais lógico.

Pensando de forma racional, até compreendemos que produtos industrializados, trazidos de fora, podem sofrer variações de preços por razões diversas, o que inclui a guerra propriamente dita. Mas lembrar que determinados produtos básicos, em cuja produção somos campeões, pesarem tanto no nosso orçamento, é de dar um nó na nossa capacidade de compreensão.

Mas ainda mais lógico parece que, nestes tempos bicudos, o Brasil perdeu sua antiga política de preços mínimos e estoques reguladores, mecanismo que agora está fazendo falta. A conta ficou super-salgada.

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Hoje, 13 de maio, é o dia da abolição da escravatura. Dependendo do ponto de vista, podemos considerá-la a data mais importante na história da formação do povo brasileiro. Lá em 1888 a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, num gesto significativo. Pois uma coisa é o gesto da princesa, que tornou ilegal a prática repugnante do escravagismo. A outra é o que resultou daquilo, situação que se estende até nossos dias, com a escravidão dissimulada das populações negras. Mas o ato da princesa não pode ser desqualificado. Naquele momento, foi importantíssimo.

Pois a Lei Áurea tinha sido precedida por outras duas leis importantes, ambas criadas para diminuir a pressão dos abolicionistas e as revoltas dos escravos.

A primeira delas foi a chamada “Lei do Ventre Livre”, de 1871, que considerava libertos os filhos de escravos nascidos a partir daquele ano. A outra foi a “Lei dos Sexagenários”, de 1880, que determinava que os escravos com mais de 60 anos seriam libertados.

O curioso, e motivo de muita ironia no Brasil atual, é que depois da reforma da previdência recente, há pessoas defendendo uma nova lei dos sexagenários, para salvar os trabalhadores de hoje que não irão se aposentar. Algo parecido com o que havia na época...

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É uma sensação minha, observando as notícias sem estatísticas nas mãos, ou o número de acidentes de trânsito na cidade está aumentando de forma exponencial? Não passa dia sem ouvirmos as sirenas dos bombeiros ou das ambulâncias, para, logo a seguir, receber a informação de um novo acidente. No rastro disto, ficam os feridos, mutilados e até os mortos.

É o estresse? São as vias de tráfego? É a imprudência dos motoristas? Não tenho a resposta nas mãos, mas está chegando a hora de nos debruçarmos sobre o problema.

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