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Temas (três) resumidos

Publicado em 12/04/2021 09h10 - Atualizado há 5 meses - de leitura

Trem Tur: Gilnei Bauken de Oliveira, quando secretário de Turismo municipal, idealizou o Trem Tur. O projeto, no entanto, não avançou. Há pouco, o jornal Noroeste trouxe à baila o assunto. Confesso, Gilnei merecia mais atenção. Sua proposta - criar a rota ferroviária de turismo ligando Santa Rosa-Giruá-Santo Ângelo, partindo do Bairro Cruzeiro - não era nem é disparate algum. Os trilhos, pelo qual deslizariam a máquina e os vagões do trem, existem. A topografia é aprazível para um passeio sobre trilhos, a começar pelo sabor nostálgico que só as pessoas com mais de 50 anos conheceram: viajar de Maria-fumaça. Os pontos turísticos, as paradas para lanches ou refeições, compras de produtos da terra, consumo de bebidas etc seriam criados ao natural. Como é consabido, o turismo desenvolve a economia e gera emprego e renda; desenvolve o entretenimento; resgata hábitos abandonados. O turismo desenvolve a gastronomia, com suas variantes: degustar pratos típicos e bebidas locais. Em Bento Gonçalves, a Rota “Caminhos dos Vinhos”, quando começou, limitava-se a quase nada. Hoje, para passeios em finais de semana, só com reserva prévia. Em Gramado, desenvolveu-se o turismo, hoje sua principal fonte de renda, em cima do clima e da topografia da região, culminando com o Festival do Cinema. Em Verona, na Itália, funciona, como principal atração turística, a “Casa Di Giulietta” focada em Julieta, o grande amor de Romeu, sendo que o ponto, sem ter nada de especial e muito menos de realidade, atrai milhares de turistas todos os anos. Na entrada da Casa foi erguida uma estátua de bronze da musa fictícia, disputada pelos turistas para serem fotografados com a mão em seus seios - segundo a lenda, para ter sorte no amor. Mas Julieta não existiu. Foi criada por William Shakespeare. A mística vem do poder da poesia do dramaturgo inglês em cima da paixão de Julieta para com Romeu (e vice-versa), de família inimiga à sua, fazendo de Verona, séculos depois, o lugar em que a trama amorosa teria se desenvolvido, e por isso, um dos pontos turísticos mais visitados da Europa. Na lojinha de souvenir junto à Casa, os turistas compram lenços, chapéus, calçados, chaveiros ..., ou seja, uma infinidade de artigos com motivos inspirados em Julieta. Gilnei lançou uma ideia e, a partir dela, criou um projeto, que demonstra ser viável - a ser atualizado e, se necessário, aperfeiçoado. Logo, é hora do projeto sair do papel. As boas ideias não morrem; hibernam. Avivá-las é nosso dever. 

Histórias Juntas:  As médicas Fernanda Guidolin (Santa Rosa) e Tatiana Karenini Muller (POA), lançaram o opúsculo Histórias Juntas de conteúdo científico, contando - por óbvio, com a substituição de nomes verdadeiros por nomes fictícios - experiências com pacientes vividas no seu dia a dia em consultório. Li e achei interessante porque, ao relatarem experiências com pacientes com diferentes sintomas, transmitem conforto para pessoas acometidas com patologias reumáticas, apresentando soluções. Também achei interessante que, por discorrem sobre enfermidade que demanda termos técnicos, adotam um glossário como forma de explicitar o significado de cada termo científico, facultando, assim, a que leigos como eu melhor entendam os casos relatados - sem se falar dos pendores literários que demonstram as médicas. Parabéns, doutoras Fernanda e Tatiana! Que seja esse o primeiro degrau na escalada para o universo literário.

CEEE:  A Equatorial Energia arrematou a CEEE-D por irrisórios R$ 100 mil. A meu sentir, muito para uma empresa que nos últimos 10 anos acumulou prejuízos, devendo R$ 7 bilhões: R$ 4.4 bilhões de ICMS, R$ 1 bilhão ao BID, R$ 1 bilhão à Previdência e R$ 465 milhões a funcionários da antiga autarquia. Desse montante, a Equatorial assumiu apenas R$ 1,6 bilhão do ICMS. Antônio Britto, em 1977, com a privatização de 2/3 da CEEE, arrecadou R$ 3,4 bilhões, que usou para o caixa do Piratini. Mas assim o RS estanca a sangria. A Equatorial anunciou um PDV. Ora, por que o Estado não reduziu o quadro de servidores? Porque o corporativismo manda. Assim na CEEE. Assim a Corsan. Assim as estatais em geral.

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