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Regalias à custa do erário público

Publicado em 09/10/2021 08h29 - Atualizado há 7 dias - de leitura

O Brasil, embora tenha em torno de 50 milhões de pessoas vivendo há décadas abaixo da linha de pobreza, historicamente sustenta privilegiados. São grupos cercados de mordomias que vivem à tripa forra à custa do erário público. Entre eles, parlamentares, ministros do STJ e STF etc. Hoje, meu foco central é um dos grupos dos filhos ricos do país, em geral poupado das críticas, talvez por ser numericamente reduzido se comparado ao número de desafortunados e formado por pessoas de diferentes espectros ideológicos: a dos ex-presidentes da República. Segundo Lúcio Vaz, jornalista especializado em mordomias, à custa da Nação os seis ex-chefes do Executivo federal vivos, só no 1º semestre/2021 - portanto, no auge da pandemia - gastaram R$ 2.500.000,00, valor este que dava para comprar 50 mil doses de vacinas para o combate à Covid-19.

A seguir, detalho os gastos públicos de cada um dos ex-presidentes do Brasil, não sem antes lembrar que cada um deles tem direito, ainda, a dois veículos oficiais, um blindado. Lembro ainda que: a) em 2020, seus 12 automóveis foram trocados, custando ao Tesouro R$ 1.300.000,00; 2) os motoristas da frota são pagos por nós, assim como o combustível - a diferença é que FHC, Lula, Dilma e Temer têm essas despesas pagas com cartão corporativo (outra excrecência) do governo federal, enquanto Sarney e Collor abastecem os carros chapa branca no Posto da Presidência. Em suma, em plena pandemia (1º semestre/2021), os seis ex-presidentes consumiram R$ 2.500.000,00, sendo 90% com salários dos 36 integrantes (assessores, seguranças ...), a saber:

1) Fernando Collor, hoje Senador. Suas despesas: R$ 496.000,00, R$ 374.000,00 com a equipe de apoio, mais R$ 64.700,00 com passagens aéreas e R$ 39.000,00 com diárias para seus assessores e seguranças em viagens pelo país. O curioso é que no mesmo período ele usou mais R$ 200.000,00 da cota para o exercício do mandato de senador com divulgação e passagens aéreas;

2) Lula gastou R$ 386.000,00, sendo R$ 314.000,00 com salários da sua equipe de assessores. Nem mesmo no período em que esteve preso Lula abriu mão dos seus seguranças. As despesas com diárias e passagens somaram R$ 63.000,00. Em viagens a Cuba e México, parcialmente estão incluídos nesses valores. Na viagem a Havana, de 21/12/2020, gastou R$ 164.000,00. Cada um dos três servidores recebeu 30 diárias. Lula foi gravar um documentário sobre a América Latina, dirigido pelo cineasta Oliver Stone. No entanto, nove integrantes da comitiva foram contaminados pela Covid. Por isso, as gravações foram adiadas, mas os gastos estavam feitos;

3) Dilma gastou R$ 460.000,00, R$ 400.000,00 com a equipe de apoio. A sua viagem mais cara foi ao México, de 11 a 14/5, para participar dos 700 anos de fundação da cidade (muito importante para o Brasil!). Só as passagens e diárias com assessores custaram R$ 46 mil. No evento, Dilma chamou o governo brasileiro de “responsável por um dos maiores genocídios da história ...”;

4) FHC não gastou com diárias e passagens nem combustível, mas gastou R$ 382.000,00 quase que apenas com a equipe de apoio;

5) Sarney gastou R$ 367.000,00 com assessores, seguranças e motoristas;

6) Temer gastou R$ 11.000,00 com diárias e passagens aéreas, mais R$ 11.600,00 de combustível. Com assessores, gastou R$ 386.000,00. Total, R$ 408.600,00.

Mas não só os ex-presidentes da República vivem nababescamente. O Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal, no quesito mordomias, ou regalia se quiser, estão sintonizados com os ex-presidentes da Pátria Amada. Só um contrato do STJ, destinado à segurança pessoal privada armada e com escolta, soma R$ 48 milhões. Só nas residências dos ministros são 84 seguranças. Que beleza!

 Por fim, um esclarecimento. Ao contrário do que se pensa, os ex-presidentes da República não têm pensão vitalícia; têm ‘apenas’ mordomias, e bota mordomias nisso! Pensão vitalícia, aquela aposentadoria cheia pelo exercício de míseros quatro anos de mandato, é privilégio dos ex-governadores Sartori, Tarso, Yeda, Rigotto, Olívio, Brito, Colares, Simon e Jair.

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