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Do Hortigranjeiros ao Musicanto

Publicado em 21/08/2021 09h57 - Atualizado há 2 meses - de leitura

O 34º Hortigranjeiros criou o “Papo 90 - resgatando nossa história”. Estou entre os 90. Outros, com mais mérito, poderiam ocupar meu lugar. Certamente entrarão em outro grupo. Todavia, se dissesse que não tive nada a ver com a construção histórica de Santa Rosa, estaria usando de falsa modéstia. Já o Musicanto, inquestionavelmente, faz parte dos 90 construtores da história do Município. Por isso, tomo a liberdade de dar continuidade ao tema aqui por mim abordado em 06/08/21 sob o título “A Coxilha canta, o Musicanto emudece”. A propósito, entre as inúmeras manifestações de solidariedade à defesa de um Musicanto protagonista, registro duas:

1) Fernando Keiber, ex-presidente do Musicanto, músico e produtor cultural, presidente do Conselho Municipal de Cultura: “Compartilho em grau, gênero e número com a coluna do Aquiles Giovelli de hoje, no Jornal Noroeste. Fiz a produção executiva e a coordenação geral das últimas três edições, e sei que a retomada do festival com periocidade anual é plenamente viável. E digo mais, se houvesse interesse, dá tempo de aprovar, captar e realizar via LIC este ano ainda. Há de se retomar uma discussão ampla com a sociedade, e para isso o Conselho Municipal de Cultura deverá se mobilizar, até para fazer jus à Lei nº 14.765/2015, que reconhece como de relevante interesse cultural do Estado o Musicanto”;

2) Orlando Kaefer, ex-presidente do Musicanto, publicitário, empresário, residindo em Lajeado: “Parabéns pela sua primorosa coluna. Eu morei 21 anos aí, tenho como referência e como bandeira gaúcha e latino-americana o Musicanto, tanto é que nos envolvemos, eu e o amigo em particular. Parabéns! Isso precisa ser dito não só uma vez, mas dezenas de vezes para que incuta na cabeça de muita gente, e como disseste muito bem, parafraseando Luiz Coronel, um município, uma cidade sem cultura é um rio sem peixes, e como tu concluíste, prestes a secar, como o Mar Morto na Palestina. Parabéns mais uma vez, meu amigo!”

Minha preocupação com o Musicanto é atávica. Pensando no seu futuro, cito um exemplo: em 2009, quando o Município renovava o contrato com a Corsan, como presidente da Oscip/Musicanto sugeri a inserção de cláusula que obrigasse a estatal a destinar, pelo tempo de duração do contrato renovado (25 anos), de R$ 50 mil a R$ 100 mil/ano unicamente para o Musicanto. O prefeito Orlando foi receptivo; a Corsan também. Daí, embora com redação diversa daquela originalmente proposta, mas sem excluir o Musicanto, nasceu o Inciso XXIX na Cláusula 23, a saber: “investir, na qualidade de patrocinadora ou apoiadora de eventos do MUNICIPIO, até o limite de R$ 50.000,00 por ano, compondo este valor até R$ 20.000,00 em projetos incentivados pelo Programa Nacional de Apoio a cultura (Lei Rouanet), reajustável pela variação do IGP-M, devendo os eventos ser revestidos de caráter educativo ambiental, informativo ou de orientação social.”

Relativo a 2021, a Corsan deve ao Município - mediante projeto, claro - (aplicado o IGP-M) R$ 133.290,00. Ora, com pouco mais de outro tanto dá para fazer o Musicanto. Segundo Fernando - com conhecimento de causa -, há tempo para fazer Musicanto ainda este ano. Em suma (R$ 133.290,00 x 25), conforme a cláusula extra, o Município, até o final do contrato referido, terá usufruído - tendo por base a quota atual - mais de R$ 3 milhões, valor que, não sendo utilizado, a quota anual perde validade a cada 31/12 (mês e ano).  

Outrossim, é oportuno lembrar a Lei nº 14.765/2015, que reconhece o Musicanto como de relevante interesse cultural do Estado. Ora, a falta de periocidade do Musicanto, que equivale à lenta inativação do evento, levará a lei estadual a perder seu objeto. Ademais, também está ameaçado, ainda que em prazo maior, o Musicanto Vai à Escola, projeto que nasceu junto com o Musicanto como forma de, entre os alunos do Município, despertar interesse pela música e revelar talentos, e que foi institucionalizado por Cláudio (Coelho) Joner quando diretor de Cultura. O Musicanto Sul-Americano de Nativismo gerou o Musicanto Vai à Escola. Desaparecendo aquele, desaparecerá este.

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