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Publicado em 14/08/2020 19h52 - Atualizado há um mês - de leitura

Pesquisa. No Brasil, mal termina uma eleição, começa outra. A Suécia, um dos países mais democráticos e desenvolvidos do mundo, realiza eleições a cada quatro anos para os três níveis de governo. A Covid-19 criou condições para alterar o quadro do país, de eleições de dois em dois anos. No entanto, interesses mesquinhos falaram mais alto. Daí já terem começado as pesquisas para as eleições de 2022. É cedo. Pesquisas mostram o momento, que se altera, para cima ou para baixo, com o andar da carroça. Hoje, pela PoderData, Bolsonaro é favorito com 38%, superando Moro, Haddad, Ciro, Mandetta, Doria e Dino. O 2º turno seria entre Bolsonaro e Moro. Restaria ao PT um dilema: apoiar o inimigo (Bolsonaro) ou seu algoz (Moro). Surpresa a preferência por Bolsonaro? Não. Ele completou ano e meio de governo sem um caso de corrupção. O eleitor cansou com administradores corruptos. Ademais, o auxílio emergencial (R$ 600) deu a Bolsonaro o título de pai dos pobres, até aqui reservado a Getúlio e Lula. É que, para os milhões de famintos descobertos pela pandemia, um prato de comida tem mais valia que um hospital. Já escrevi: Lula, com muito menos (bolsa família) por pessoa, se reelegeu, elegeu e reelegeu Dilma. Por isso, o programa assistencial em vigor, se definitivado, dará à 2ª eleição de Bolsonaro um contingente eleitoral que lhe era hostil em 2018. 

Coronavírus. O coronavírus “pegou” a todos desprevenidos, inclusive os cientistas. Segurança no combate ao vírus, somente com a vacina. No entanto, leigos e alguns médicos apostam no tratamento homeopático, recusado pela medicina tradicional. A propósito, o prefeito de Marau trata com remédio à base de cânfora. Argentinos receitam a moringa para elevar a imunidade. No nosso Parque de Exposições, 300 árvores da espécie crescem. Já o prefeito de Itajaí, médico, adotou contestado ozônio, utilizado em 250 doenças. Compreendo: quem está no inferno abraça o diabo. Mas agora surgiu um decretado de luto, do Congresso, para marcar os 100 mil óbitos. É ato hipócrita. Faz da dor uma metáfora (regozijo) para atingir o presidente. A invés dessa demagogia, o Congresso melhor faria se decretasse, junto com governadores e STF, a “mea-culpa”.

Pela culatra. O tiro que os governadores estaduais desferiram no presidente, referente à política de combate ao vírus, saiu pela culatra. O objetivo - alcançado, a princípio, com a cumplicidade do STF - era esvaziar o governo central. Alcançaram na teoria, fracassaram na prática. Lembremo-nos: os governadores avocaram a política da saúde, usurpando direitos do governo federal. Só que se esqueceram do dia seguinte: a fatura. Esculhambaram a economia e não evitaram a pandemia. Agora, os mesmos, a começar por Eduardo Leite, terceirizam os ônus que assumiram. A contradição é clara: fecharam quase tudo; no pico infecioso, abrem. Mas, para isso, querem os prefeitos lhes descalçando a bota.

Errata. Na semana passada, no último parágrafo do meu artigo, escrevi: “Por esse caminho, o Brasil começa a ser preparado para repetir, para com seus pró-homens da Lava-Jato, os EUA para com Eliot Ness (principal agente da operação que botou Al Capone, o chefão da máfia, na cadeia), que condenar Eliott, seu herói nacional, a morrer pobre e em desgraça pública por contrariar poderosos.” O erro está em, depois do parêntesis, ao invés de vírgula, dois pontos, e ao invés “que condenar”, condenou ... A correção não é do conteúdo; é da concordância. A Lava-Jato, ameaçada por contrariar interesses de poderosos, há pouco provocou mais reação com a quebra do bico dos tucanos Alckmim e Serra. Tal qual Lula & Cia., alegam perseguição. Coitadinhos!

Reminiscências. É o novo livro do Dr. Leopoldo Justino Girardi, o filho de Leopoldo e Albina (Rodeio/SC). Li de um sopro só. É o autorretrato de um homem de fé. A leitura é acessível, própria de obra escrita por autor culto. Parabéns, Dr. Girardi, cidadão que lá atrás se despiu da batina eclesiástica, mas não das vestes de cristão fervoroso.

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