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Ataque cibernético

Publicado em 10/05/2021 10h07 - Atualizado há 4 meses - de leitura

O Tribunal de Justiça do RS está sendo vítima de ataque cibernético. Os
dados do Judiciário estão sendo aprisionados por um sistema que emite
mensagens de que bitcoins devem ser pagos em troca da liberação de
informações. A situação é grave. A privacidade foi para o espaço. 

O TJ gaúcho não tem culpa; é vítima dos criminosos hackers. Todavia, não se
pode esquecer que o Supremo Tribunal Federal - última instância da
Justiça, já faz algum tempo mais ativista que partido político - decidiu
que interceptações criminosas, no caso, para beneficiar Lula e asseclas,
são lícitas (ofensa ao art. 5º, LVI, da CF). Ora, sempre soube que o
exemplo vem de cima. Então, reclamar a quem se ninguém está acima do STF?

O pintor Apeles (sec. IV a.C), a um sapateiro crítico dos seus quadros,
disse: ”Não vá o sapateiro além das sandálias”. O STF atual está
travestido do pintor atrevido: nada sabe de arte, mas se dá o direito de
opinar sobre ela como se fosse expert. No caso do Supremo, exercita sua
verve política. Exemplos: obrigou o Senado a instaurar a CPI (palanque
para a oposição) contra Bolsonaro, mas rejeitou a impugnação à escolha
do corrupto senador Renan Calheiros como relator da referida CPI,
dizendo tratar-se de “assunto de economia interna”; obrigou o governo
federal a restabelecer o auxílio de R$ 600/mês a famílias pobres, sem
indicar fonte. São intromissões em assuntos do Executivo.

O ataque cibernético é mais uma prova de que o nosso sistema eletrônico
de eleição não é confiável. A propósito, já faz algum tempo, em
entrevista a Danilo Gentili (The Noite, TV), Diego Aranha, professor da
Unicamp, especialista em criptografia e segurança computacional,
ironizou dizendo que a nossa urna eletrônica “é tão confiável quanto
alguns políticos que se elegem através dela”. Se o nosso sistema fosse
confiável, seria adotado mundo afora. Logo, só o voto impresso afastará
a suspeita de fraude que tem pairado sobre as últimas eleições
presidenciais. No entanto, não foi implantado e nem há previsão de vir a
sê-lo porque a velha política, entre a fraude e a transparência, prefere
flertar com a chicana.

Previsões catastróficas

Desde guri ouço previsões catastróficas, principalmente sobre a
Amazônia. Há nisso um misto de verdade com interesses escusos. Nunca,
porém, como agora, com a tentativa de responsabilizar o presidente
Bolsonaro pelos males que são tão antigos quanto a floresta. Até parece
que queimadas, furto de madeiras, invasões, exploração clandestina de
jazidas começaram agora. A propósito, matéria publicada em jornal de
Manaus em 19/7/85 (há mais de 35 anos), a Sociedade Brasileira para o
Progresso da Ciência dizia que a Amazônia seria dizimada até 2010. A
manchete contendo matéria da consagrada SBPC, era: “Em 2010 Amazônia
será uma imensidão de areia”. Errou. A Amazônia deve ser pauta de
discussão, sim, mas sem viés ideológico e, muito menos, sob a tutela
externa. Pense comigo: se gente grande (Merkel, Macron etc) se incomoda,
é porque o Brasil está no rumo certo.

Vacina Sputnik V
  

Essa vacina russa foi reprovada pela ANVISA por “representar risco à
população”. Quem a vetou é um órgão técnico, independente. Essa questão
nos remete à compra de vacinas. Aliás, o atraso na compra é o fundamento
(palanque eleitoral) para a CPI do Senado. No entanto, seus líderes
visam tirar Bolsonaro do pleito de 2022; não conseguindo, fazê-lo
sangrar. No entanto, se o governo tivesse comprado vacinas antes que a
Anvisa a liberasse, qual seria a consequência? O impeachment do
presidente, aí com base legal. Mas, para a oposição, importa encurralar
o governo. “Preso por ter cão, preso por não ter cão” (ditado em que a
pessoa é culpada sempre).

   Prêmio Nobel
  

A sugestão feita de apoio à indicação de Alysson Paulinelli ao Prêmio
Nobel da Paz, foi acolhida pelo presidente Elias, da Fenasoja. Não
conheço as indicações feitas por outros países, mas não tenho dúvida que
será uma parada dura. O Brasil já competiu com nomes expressivos, mas
nenhum emplacou. Na América do Sul, perdemos para Argentina, Peru,
Colômbia e Chile. Menos mal que para nomes altamente qualificados.

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