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Alguns temas da atualidade

Publicado em 01/08/2020 09h39 - Atualizado há 7 dias - de leitura

Renda mínima. Muito se falou sobre um programa de renda mínima para pessoas em estado de pobreza extrema. No Brasil, o maior defensor de projeto nessa linha é Eduardo Suplicy, embora a ideia não seja do ex-senador/PT, mas do economista Milton Friedman, o pai do neoliberalismo. No entanto, o primevo da ideia não importa, mas seu alcance. O projeto daria um mínimo de dignidade a 30 milhões de invisíveis até o surgimento da Covid-19. O vírus, por paradoxal que pareça, ao revelar o número de miseráveis, é um mal que trouxe um bem. Assim, a partir da revelação de invisíveis, não há mais lugar para contemplação. Ora, seres humanos disputando sobras de lixo, só não toca os insensíveis. O secretário de política econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, propõe transformar o auxílio emergencial (R$ 600,00) em “renda Brasil”. Um eufemismo de renda mínima. Não importa. Importa sua concretização.

Vinte anos de GM. Com uma produção de quatro milhões de veículos, a GM de Gravataí completou 20 anos no RS. A cidade da montadora foi transformada. O mesmo teria acontecido com Guaíba não tivesse o governador Olívio Dutra mandado a FORD para a Bahia. E, atrás da montadora, a Continental Pneus e muitas outras empresas. Na inauguração da Continental (única na América Latina) estive lá. Abriu com 1.000 empregos em 50 hectares. Olívio - honesto, sim - prejudicou o RS pelo viés ideológico.

Tucanos. José Serra é investigado por fraude de R$ 5 milhões (reles, perto dos ladrões do Mensalão e do Petrolão) que teria sido operacionalizada através da empresa Qualicorp, de José Seripieri, que o ex-ministro J. Palocci, em delação premiada, ligou por repasses ilegais a Lula e Lulinha. Chama atenção a lista do PSDB: três ex-candidatos a presidente: Serra, Aécio e Alckmin. No ponto, supera o PT. É hora do líder tucano FHC esclarecer, em tom professoral como gosta, se essa concorrência é leal ou desleal.

Marco regulatório. Lei equivalente, em importância, à Lei de Responsabilidade Fiscal para gestores públicos, foi sancionada por Bolsonaro. É o Marco Regulatório da água e do esgoto. Hoje, 100 milhões de brasileiros não têm água nem esgoto tratados. O Marco prevê R$ 500 bilhões em investimentos privados e até 700 mil empregos.

Injusto. Por não ser médico e ser interino na Saúde, Eduardo Pazuello é atacado. Já Eduardo Leite - com Anita Bergmann, assistente social, secretária da Saúde, e Pedro Hallal, prof. deeducação física, coordenador de estudos contra a Covid-19 - não. Ora, J. Serra, economista, como min. da Saúde quebrou patentes de remédios, medida copiada por 142 países, e P. Simon, advogado, foi min. da Agricultura. Ser médico não é passaporte à eficiência no ministério. Pazuello fala pouco, é sério de organizado.

Bolsonaro se curou. O presidente se curou da Covid-19 com a receita que defende: hidroxicloroquina e isolamento. Mas nada vai mudar. Médicos, inclusive bem inspirados, estão divididos. Já a imprensa negacionista baterá na falta de prova científica do remédio e pessoas consequencialistas continuarão desejando a morte de Bolsonaro.

Flávio Tonel. Flávio partiu antes do combinado. A confraria do galeto ao primo canto marinado (sextas-feiras, do mestre-cuca Carlinhos Heinze), lamenta a perda do amigo e está chocada com a brutalidade da Covid-19. A partida do Flávio, homem simples e franco, deixou um vazio. Flávio era querido dos confrades. Há pouco, num almoço, conversando com Flávio sobre árvores - tema que nos identificava - disse-lhe que não encontrara mudas de OVAIA. Na semana seguinte me presenteou sementes da espécie e me corrigiu: “não é ovaia, é uvaia”. Obrigado pela correção e pelo resgate da árvore nativa que produz fruta amarela, azedinha. As sementes vão germinar, as plantinhas se tornarão adultas e darão frutos. Será a forma de perpetuar a memória do Flávio. Sobre a morte, estou com o filósofo Cortella: “a morte é uma evidência recusada”.

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