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A sina do município de Atibaia

Publicado em 27/06/2020 10h44 - Atualizado há 3 meses - de leitura

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, tomando as dores dos colegas Dias Toffoli e Gilmar Mendes, preside inquérito contra todos que atacaram os dois ministros. Para tanto, autorizou buscas na casa do blogueiro Allam dos Santos, do deputado Daniel Silveira e de outros na tentativa de encontrar provas de atentado à Lei de Segurança Nacional (que define a ordem política e social), como quer enquadrá-los - legislação que, até bem pouco tempo, levava o carimbo de entulho autoritário. Queixam-se os ministros de atos ofensivos à Corte, quando, em verdade, foram contra alguns dos seus membros. É que a crítica - às vezes, exacerbada - atingiu intocáveis. Nomeados para o STF pelo critério político, vivemos um surto de ativismo judicial. Salvo exceções, são torres de marfim (desvinculados do mundo real). Por exemplo, autorizam quebra de sigilos bancário e telefônico a torto e direito de outros; dos seus, jamais. A transmissão das sessões pela TV Justiça, expôs um modelo de concurso de vaidades: os holofotes mexem com o ego dos ministros. Não raro, proferem votos com centenas de laudas, que, se reduzidas a 5 ou 6, produziriam o mesmo resultado.

Dito isso, volto meu olhar para Atibaia, interior de São Paulo. Que sina! O município, que já foi epicentro de imbróglio com Lula, agora volta à cena com a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor do ex-deputado estadual/RJ, Flávio Bolsonaro, hoje senador da República. Desta feita, a investida não foi no luxuoso sítio dos pedalinhos com os nomes dos netos do Lula, frequentado por Lula e sua família, reformado sob a orientação da saudosa Marisa, parte dele ocupada pela adega para a coleção de vinhos finos do ex-presidente - mas que “não é” dele; é de um generoso amigo. Aliás, a reforma também foi feita por uma generosa empreiteira. Em suma, o bicho - antes acariciado, depois rejeitado - tem boca de jacaré, dentes de jacaré, cauda de jacaré - mas não é réptil.

Em Atibaia, na semana passada, foi preso Fabrício Queiroz, acusado de rachadinhas (divisão do salário de servidores, alguns fantasmas) quando assessor de Flávio Bolsonaro na Alerj - prática antiga, vamos combinar, nas três esferas legislativas, ainda que ninguém admita. Bolsonaro é um dos 27 deputados estaduais apontados pelo Coaf com possíveis irregularidades, traduzidas em movimentações incompatível com seus ganhos, compreendendo, essa seleta lista, os seguintes partidos: PT, MDB, PRB, PSB, DEM, PSOL, PSL, Solidariedade, Democracia Cristã, PDT, PSDB, PSC e PHS. No entanto, para a Globo e seus puxadinhos tudo recai apenas sobre o filho do presidente.

Por outro lado, repercutiu a prisão de Queiroz por ter sido na casa do advogado Wassef, em Atibaia. Em verdade, a repercussão se deve: 1) o dono da casa ser um causídico ligado à família Bolsonaro; 2) Queiroz ter sido assessor de Flávio quando deputado à Assembleia/RJ. No entanto, hipocrisia à parte, vamos combinar: trata-se de prática (abrigar) antiga, embora advogado algum a admita. A questão é: seria obstrução da Justiça? A matéria não é pacífica. Para uma corrente (majoritária), à qual me alinho porquanto Queiroz não era foragido da Justiça, já que, contra ele, não havia mandado de prisão, por condenação ou preventivo. Portanto, o advogado que o abrigou - para os críticos, escondeu - não cometeu irregularidade. Segundo ele, foi gesto humanitário.

Como disse, o Coaf, um órgão federal brasileiro que visa controlar as movimentações financeiras consideradas suspeitas - dependente, por isso, de comprovação mediante o devido processo legal -, em apuração (unilateral) levantou suspeita de rachadinhas na Assembleia/RJ envolvendo 27 deputados estaduais. O estranho é que 26 deputados não interessam à mídia. Ninguém sabe seus nomes. É que Flávio - culpado ou inocente, não sei - é filho de Jair Bolsonaro.

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