Frota gaúcha envelhece e reduz crescimento

O Detran RS projeta para fevereiro de 2020 uma frota de sete milhões de veículos. Em dezembro de 2018, esse número era de 6.772.764 automotores.

O Rio Grande do Sul ainda não está próximo de um crescimento negativo, capaz de inverter a curva ascendente da sua frota.
O Rio Grande do Sul ainda não está próximo de um crescimento negativo, capaz de inverter a curva ascendente da sua frota.

O Rio Grande do Sul ainda não está próximo de um crescimento negativo, capaz de inverter a curva ascendente da sua frota. No entanto, a série histórica dos últimos 10 anos mostra que a redução do número de novos veículos é sensível. Seguindo essa tendência, o Detran RS projeta para fevereiro de 2020 um montante de sete milhões de veículos. Em dezembro de 2018, esse número era de 6.772.764.

Enquanto que de 2009 a 2010 o crescimento médio foi de 6,6%, de 2017 a 2018 o aumento foi de 3% - menos da metade. A virada se deu de 2012 a 2013, quando o crescimento médio anual passou de 6,8% para 6,4%, iniciando a curva descendente.

Em 2014, o Detran RS registrou aumento médio de 5,3% e em 2015, de 3,5%. Em 2016 e 2017, houve uma subida de 2,7%, o menor da série. E 2018 apresentou leve crescimento, com cerca de 3%. Considerando a divisão da frota por tipo de veículos, cabe analisar se o decréscimo se dá uniformemente ou se difere de um tipo para o outro.

Quando o crescimento é dividido em segmentos de veículos, percebe-se que automóveis e caminhões sofreram pequena variação quanto ao volume no conjunto dos veículos: em 2009, os carros representavam 62% da frota e passaram a ser 61%. Em 2018 os caminhões eram 5% e passaram a 4%.

Já motocicletas sofreram variação maior no período, reduzindo sua participação de 20% para 17%. Em sentido contrário, os utilitários e caminhonetes aumentaram, passando de 9% para 13% nos últimos 10 anos. Ônibus e micro-ônibus mantiveram-se na proporção de 1%, sendo que reboques e semirreboques foram de 3% para 4%.

A frota gaúcha está envelhecendo: 21,3% dos veículos têm mais de 30 anos de fabricação. Em 2009, a porcentagem de veículos com mais de 30 anos era de 19%. Já os novos, aqueles com menos de um ano de fabricação, são hoje menos da metade do que eram em 2009, ou seja, 5%. No ano passado representavam 2,3%.

Os veículos entre um e cinco anos de fabricação, que em 2009 representavam 20,1%, em 2018 eram somente 12%. Veículos entre 15 e 20 anos passaram de 10,6% para 12% e aqueles entre 20 e 30 anos, que eram 8,5% em 2009, saltaram para 11,7% no ano passado.