Dirigente sindical questiona licitação que pode chegar a R$ 99,6 mil

A empresa vencedora executará o projeto “Educar para o Trânsito”.

Regis Bonmann, secretário da diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais utilizou sua conta no facebook para questionar a licitação. E o diretor municipal de Trânsito, Carlos Lozekan respondeu.
Regis Bonmann, secretário da diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais utilizou sua conta no facebook para questionar a licitação. E o diretor municipal de Trânsito, Carlos Lozekan respondeu.

No próximo dia 29, às 08h, a Comissão de Licitações da prefeitura se reunirá para receber e abrir os envelopes de empresas interessadas em participar de uma Tomada de Preços. A empresa vencedora executará o projeto “Educar para o Trânsito”, desenvolvido pelo Departamento de Trânsito do município. As chamadas aulas de trânsito poderão alcançar o preço máximo de R$ 207,50 e todo o projeto não poderá ser superior ao teto de R$ 99,6 mil. Os dados constam no Portal Transparência.

Regis Bonmann, secretário da diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais utilizou sua conta no facebook para questionar a licitação. “É um tema importantíssimo, mas o que me causa estranheza é o valor dessa contratação”, coloca. “Em tempos de crise falamos em um contrato de R$ 99,6 mil. Tá certo isso?”, questiona. E continua com seus questionamentos: “Será que com esse valor não se mantém um servidor para realizar exclusivamente essa atividade e com abrangência muito maior de carga horária? E a estrutura, os materiais que foram comprados para a Escolinha de Trânsito do município?”. Regis alerta para o viés da terceirização contido na licitação.

RESPOSTA – O diretor municipal de Trânsito, Carlos Lozekan foi procurado por nossa reportagem para se manifestar a respeito do tema. “Decidimos licitar o serviço por se tratar de uma atividade pedagógica, que antes era desenvolvida por duas professoras da rede municipal de ensino”, começou. E continuou: “Porém, se tratava de duas professoras do nível máximo e com mais de 20 anos de serviço público, ou seja, com vários triênios acumulados. Só o custo das duas professoras ultrapassava R$ 15 mil mensais. E toda a vez que precisava de uma atividade no final de semana, pagava-se horas extras”.

Lozekan, na sua justificativa, disse que só o deslocamento da Escolinha de Trânsito exigia uma caminhoneta à disposição, com horas extras para o motorista. “As duas professoras decidiram que não queriam mais tocar a escolinha, porque trazia prejuízos à aposentadoria. São 25 anos, mas para quem está em sala de aula. Outros servidores estariam em disfunção, que é algo que o sindicato tanto rebate”, disse.

Diante de todas essas circunstâncias, o Departamento de Trânsito resolveu licitar, só que exigindo que a empresa licitante tenha um tecnólogo de trânsito ou engenheiro de trânsito, “o que garante qualidade na execução do projeto”. Lozekan também ressalta que todos os deslocamentos, inclusive fora de horário normal de expediente, não transfere custos extras à prefeitura. “E a licitação deixa bem claro que a vencedora fornecerá até 40 horas semanais, o que não significa que precisará de tanto”, concluiu o Diretor de Trânsito.