Prevenção do Câncer de Mama foi tema de conversa na FEMA

Um toque que pode mudar sua vida”, foi abordado na noite da terça-feira, 01.

Prevenção do Câncer de Mama foi tema de conversa na FEMA

Através do Curso Técnico em Enfermagem da FEMA e Rádio FEMA, foi realizada na campanha Outubro Rosa uma Roda de Conversa “Um toque que pode mudar sua vida”, na noite da terça-feira, 01, no Clube Concórdia.

Sob a mediação do professor/jornalista André Stümer, a Roda de Conversa contou com a participação das convidadas Patrícia Marks, médica oncologista do Hospital Vida & Saúde (HVS), Kamila Lehr, enfermeira da Oncologia do HVS, Maria Benilde Scherer, enfermeira da Fundação Municipal de Saúde (FUMSSAR), Maria Bernadete Vacaro, técnica em enfermagem e paciente da oncologia do HVS, e Salete Tonel, da Liga Feminina de Combate ao Câncer.

A oportunidade foi de se informar com solidez e credibilidade sobre o câncer de mama, que atinge homens e mulheres, com acentuação no sexo feminino por fatores ligados ao funcionamento hormonal. Números de casos no Brasil, por regiões, aspectos do diagnóstico precoce que é decisivo para elevar as chances de cura, mitos e verdades sobre a doença, entre outros pontos.

Os depoimentos de quem enfrentou e/ou está tratando a doença, reforçaram a corrente de incentivo para que as mulheres se toquem mais, se conheçam mais, e incluam o autoexame das mamas em suas rotinas de cuidados com o próprio corpo. E que os homens também se engajem mais expressivamente nesta causa em favor da vida.

“Eu descobri que tinha um nódulo no meu seio durante o banho, me examinando. Procurei ajuda, fiz o tratamento e me recuperei em pouco tempo. Nesta segunda fase da doença, me senti mais fragilizada, mas eu conto com uma equipe maravilhosa que cuida de mim, tenho apoio psicológico que me fortalece”, declarou Berna, como é chamada a técnica em enfermagem do HVS, participante da Roda de Conversa.

Com vasto conhecimento, a médica Patrícia Marks destacou vários pontos do enfrentamento do câncer de mama. Entre eles as mudanças ocorridas ao longo dos anos. “Hoje temos uma outra realidade. Há 30 anos, todas as mulheres faziam o mesmo tratamento. Hoje conhecemos pelo menos 12 tipos de câncer de mama, e o tratamento é personalizado, por isso nem toda mulher faz o mesmo tratamento, nem a mesma quimioterapia, umas fazem radioterapia e outras não fazem”, destacou a médica que também ressaltou a importância de as pessoas valorizarem mais o lado de cura e de superação que tem na oncologia.

Uma das perguntas mais frequentes sobre o câncer de mama ainda é qual é a causa, sendo que a resposta não é objetiva, pois é uma soma de fatores que envolve o meio em que a pessoa vive, hábitos que pratica, histórico reprodutivo e hormonal, fatores genéticos e hereditários. A questão de idade mais atingida mudou muito pois, tem se um número cada vez maior de pacientes jovens desenvolvendo a doença. Por isso a importância de um cuidado maior por parte de todos no cuidado com a própria saúde. Tabagismo e sedentarismo estão entre os hábitos ligados ao desenvolvimento do câncer de mama e vários outros tipos.