Pai de menina cobra esclarecimentos sobre morte por meningite

Em nota Hospital afirmou que todos os protocolos de segurança do paciente foram realizados.

Pai de menina cobra esclarecimentos sobre morte por meningite

O advogado Sidinei Reginaldo, pai da menina Isis que teve morte diagnosticada por meningite, usou as redes sociais para cobrar esclarecimentos do Hospital Vida & Saúde de Santa Rosa.

Segundo Sidinei, a criança foi levada para a UPA às 17h de segunda-feira, por recomendação do pediatra, que não poderia os atender. “Ficamos quase quatro horas para que a pequena fosse atendida e levasse uma injeção para diminuir a febre, que, beirava a 40 graus. Quando a febre baixou fomos dispensados”, destacou.

Sidinei cita que a médica que os atendeu na UPA receitou amoxilina e dipirona, frisando que era dor de ouvido. “Minha esposa ficou monitorando a noite toda a febre, intercalando medicamentos para febre de três em três horas. Na primeira hora da manhã, antes das 7h30, já estávamos no consultório do pediatra no Hospital Vida & Saúde. Fomos atendidos pelas 9h e encaminhados para internação por suspeita de uma infecção intestinal”, afirmou. O pai diz que ao chegar na pediatria a pequena não tinha mais força para nada. “Diante da decaída brusca a Isis foi à UTIP, isso passado das 10 horas, vindo a falecer às 17 horas. Desculpe pelo meu desabafo, mas o que estamos passando é a pior coisa da vida. Até agora ninguém do hospital nos ligou”, reclamou e lamentou Sidinei.

Em nota o Hospital Vida & Saúde afirmou que todos os protocolos de segurança do paciente foram realizados.

Segue a nota na integra:

"O hospital Vida & Saúde informa, em relação ao caso da paciente de nove meses, que infelizmente veio a óbito na ultima terça-feira, que todos os protocolos de segurança do paciente foram realizados. Ao dar entrada na UPA, que atende mais de 1.500 crianças por mês, a equipe realizou atendimento de forma correta, sendo feito exame físico completo onde foi constatado início de otite e febre(conforme informação de familiar da paciente com início à menos de 24 horas). Para isso, a paciente iniciou com antibiótico e a família recebeu orientação para manter a observação em casa conforme conduta padrão nesses casos.

Na terça-feira, assim que teve entrada no hospital também recebeu todo atendimento da equipe médica e de assistência, tanto na pediatria quanto na UTI pediátrica. A equipe de assistência social e psicologia também realizou atendimento aos familiares, após o falecimento. O pediatra assistente também realizou atendimento a família no último domingo, 03. O hospital e a UPA mantém índices de controle de infecção menores que os preconizados pelo Ministério da Saúde, portanto, sem representar risco a população que busca atendimento junto à unidade. O hospital lamenta a perda da família, mas reitera que todo procedimento possível foi feito para atender da melhor forma".