Hospital Vida & Saúde convoca coletiva para desmentir boatos

As duas mortes não têm relação nenhuma. O menino de cinco meses morreu por afogamento (aspirou leite que foi depositado nos pulmões).

Hospital Vida & Saúde convoca coletiva para desmentir boatos

Circulou nas redes sociais um boato, nos últimos dias, criando pânico na população. Em uma delas, uma voz feminina orientava as mães a não levarem seus filhos à UPA, ‘diagnosticando’ a morte de um menino de cinco meses, na madrugada de ontem, 07, vinculando com o caso de meningite que levou a óbito uma menina de nove meses na terça-feira, 29 de maio.

A entrevista coletiva (foto) foi aberta pelo médico Fernando Bergmann, diretor clínico do Hospital. “Pedimos o apoio da imprensa para devolver a tranquilidade à população, diante de informações inverídicas”, pediu.

As duas mortes não têm relação nenhuma. O menino de cinco meses morreu por afogamento (aspirou leite que foi depositado nos pulmões). “Atendemos cerca de 1,5 mil crianças por mês, mas infelizmente ocorrem óbitos. Porém, isso não pode motivar propagação de informações nas redes sociais por pessoas desprovidas de qualquer conhecimento médico”, alertou Bergmann.

Foi reiterado que a menina que morreu vitimada por meningite recebeu atendimento na UPA, dentro dos protolos previstos. “Trata-se de um caso que saiu da curva normal, porque a paciente retornou no dia seguinte já em estado crítico. Há casos em que a doença é mais forte que a medicina. Não houve falha no atendimento”, declarou Bergmann.

A banca de médicos queixou-se do pânico e dos danos à saúde infantil que as informações reproduzidas pela rede social podem e estão criando. “No ano passado tivemos dois casos de crianças com meningite, ambos tratados. Neste ano tivemos apenas um caso, que infelizmente levou a paciente ao óbito. Não há nenhum surto de meningite em Santa Rosa, na região e nem no Estado”, alertou Cesar Altino, responsável pelas internações pediátricas.

Katia Baltieri, infectologista, disse não ver sentido nenhum na propagação registrada nas redes sociais. “Não temos equipe nenhuma, de lugar algum, trabalhando aqui no Vida & Saúde para identificar algo perigoso. Se um dia detectarmos algo que coloque em risco a vida de pessoas, seremos os primeiros a divulgar o fato”, apontou. Disse que o controle de infecções é contínuo.

Maria da Graça Faccin, diretora da Secretaria de Desenvolvimento Educacional, informou que quando uma criança manifesta quadro febril, a primeira orientação aos pais é de que não a levem à escola. O procedimento foi elogiado pelos médicos.

Valdemar Fonseca, coordenador regional de Saúde, lembrou que o menor índice de vacinação contra a gripe em Santa Rosa concentra-se justamente no público infantil.

Anderson Mantei, presidente da Fundação Municipal de Saúde alertou: “Registramos o caso na Delegacia de Polícia, que passa a rastrear mensagens até chegar às origens. A partir daí, solicitaremos na Justiça uma condenação exemplar aos responsáveis, porque se trata de um crime contra a saúde pública, as crianças e as famílias”, assegurou.