Fundação não possui política de saúde à população LGBTI

Fundação diz que mesmo não estando discriminada dentro de um grupo, a política de saúde à população LGBTI acontece na cidade.

Fundação não possui política de saúde à população LGBTI

Em Santa Rosa não existe de forma específica uma política de saúde para Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais e Intersexo (LGBTI). A medida é prevista pela Portaria nº 2.836, de 1° de dezembro de 2011. Segundo a diretora de Atenção Primária da Fundação Municipal de Saúde de Santa Rosa-FUMSSAR, Alice Klein Hofferber, no município é realizado todo atendimento de forma multidisciplinar, no entanto, não está claramente definida. Ela ainda destacou que todo atendimento em saúde acontece seja para o idoso, criança, adolescente, para a população LGBT, saúde da mulher, do homem ocorrendo a junção de todas as políticas públicas de saúde.

 A diretora ressaltou que a questão de definição de política de saúde para pessoas inseridas no grupo das Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais e Intersexo (LGBTI), não está instituída, porém, há o seguimento dos cuidados na atenção básica, citando como exemplo, que ao ser identificado uma situação que envolva pessoas desse respectivo grupo, a Unidade Básica efetua o trabalho direcionado ao problema de saúde ou social. Alice salientou que o grupo está inserido dentro de um sistema de saúde normal como todos os outros de forma Multidisciplinar havendo o envolvimento geral dos profissionais. “Mesmo não estando discriminada dentro de um grupo, a política de saúde à população LGBTI acontece”, garantiu. Alice Klein Hofferber acrescentou que a Fundação Municipal de Saúde pode até organizar uma política pública de saúde para o respectivo grupo, no entanto, atualmente conforme o momento vivido pela saúde, é necessário analisar as demandas que estão ocorrendo juntamente com a LGBT. Todas as situações são atendidas dentro da atenção básica conforme a necessidade.  

No ano de 2013, O Ministério da Saúde apresentou a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais e Intersexo (LGBTI), instituída pela Portaria nº 2.836, de 1° de dezembro de 2011, e pactuada pela Comissão Intergestores Tripartite (CIT), conforme Resolução n° 2 do dia 6 de dezembro de 2011, que orienta o Plano Operativo de Saúde Integral LGBTI.

A Política LGBTI+ é composta por um conjunto de diretrizes cuja operacionalização requer planos contendo estratégias e metas sanitárias e sua execução requer desafios e compromissos das instâncias de governo, especialmente das secretarias estaduais e municipais de saúde, dos conselhos de saúde e de todas as áreas do Ministério da Saúde. Diante da complexidade da situação de saúde do grupo LGBTI e, especialmente, diante das evidências que a orientação sexual e a identidade de gênero têm na determinação social e cultural da saúde, o Ministério da Saúde construiu a política para o SUS.