AVIPAE disponibiliza vagas em quatro comunidades

A Associação Vida Plena Amor Exigente, coordena atividades de recuperação e tratamento de dependentes de álcool e de outras drogas em quatro comunidades na região.

o atendimento é 100% gratuito. A estrutura oferece, além de refeições e abrigo, atendimento psicológico, grupos de apoio e assistência social.
o atendimento é 100% gratuito. A estrutura oferece, além de refeições e abrigo, atendimento psicológico, grupos de apoio e assistência social.

A Associação Vida Plena Amor Exigente (AVIPAE), criada em julho de 2002, coordena atividades de recuperação e tratamento de dependentes de álcool e de outras drogas em quatro comunidades na região: Santa Rosa (sede administrativa, triagem e destinada só para o público feminino adulto e adolescente), Alecrim (Lajeado Pilão), Horizontina (Ponte Pratos) e Porto Mauá (Linha Itajubá – público masculino adulto e adolescente).

Segundo a acolhedora Talita Preschadt, atualmente as quatro fazendas concentram 67 internos, Porém, a capacidade é para 135 dependentes. A AVIPAE mantém convênios com os governos federal e estadual. As prefeituras vão se conveniando da maneira que enviam pacientes para uma das unidades.

Isso significa que o atendimento é 100% gratuito. A estrutura oferece, além de refeições e abrigo, atendimento psicológico, grupos de apoio e assistência social. Há três anos, com apoio do SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), foram incluídos nos cronogramas de atividades cursos profissionalizantes.

O primeiro passo para um dependente buscar atendimento numa das quatro comunidades, é submeter-se a procedimentos burocráticos nos serviços de saúde de seu município. Em Santa Rosa, por exemplo, a porta de entrada é o CAPS, em Cruzeiro (Centro de Atendimento Psicossocial). Ingressado, a família passa a fazer parte de todo o processo de recuperação, através de participações em reuniões de grupos de apoio (AA – Alcoólicos Anônimos; AE – Amor Exigente; NA – Narcóticos Anônimos). Os familiares também são liberados para um encontro mensal com o acolhido.

Questionada sobre o índice de recuperações, Talita não apresenta números na sua resposta. “Nossa missão é orientar sobre os aspectos patológicos da dependência. Tudo depende do grau de consciência e de comprometimento de cada acolhido. Quando eles deixam as comunidades, nosso sentimento é de que jamais retornem à doença. Não há um monitoramento a partir do que chamamos de graduação”, disse. Graduação é quando o dependente completa um período ininterrupto de 9 meses de tratamento.

Talita, que é enfermeira, deixa o telefone 3512 3810 à disposição de qualquer pessoa interessada em saber sobre o assunto. “Um dos grandes problemas do álcool e drogas é que o familiar não é orientado adequadamente sobre a melhor maneira de enfrentar o problema. Sem contar o preconceito que a sociedade ainda alimenta e impõe diante da doença”, finalizou.