Agricultores reclamam da falta de entrega de alguns medicamentos

Uma mulher, residente na Linha Manchinha, tentou retirar os remédios mas foi informada que isso deveria ser feito junto a Fundação Municipal da Saúde, que fica no perímetro Urbano.

Três tipos de medicamento só são entregues nas duas unidades da Fundação, situadas no perímetro urbano.
Três tipos de medicamento só são entregues nas duas unidades da Fundação, situadas no perímetro urbano.

Uma mulher residente na Linha Manchinha, em Santa Rosa procurou a reportagem do Jornal Noroeste na semana passada, afirmando que realizou uma consulta com seu filho, no posto da localidade quando foi receitado dois medicamentos. Um anti-inflamatório e outro para dor e febre. Mas, segundo ela, ao retirar os remédios foi informada que isso deveria ser feito junto a Fundação Municipal da Saúde, que fica no perímetro Urbano. Acontece que já eram 17h, e até naquele horário não existia ônibus para a cidade e ela não teria como comprar a medicação. “Primeiro que eu não tinha como ir para cidade e nem como comprar. Não temos carro, não tem horário de ônibus. Me socorri nas vizinhas, pois elas tinham remédios parecidos. Dei a medicação e no outro dia tive perder a manhã toda, faltei ao trabalho, para buscar na Fundação”, reclamou.

Sobre o fato, uma outra moradora, mas da Vila Sete, também apontou o problema. “É muito ruim após recebermos a medicação termos de ir para a cidade para buscar. Isso é um descaso da Fundação com os moradores do interior”, reclamou.

Procurada pela reportagem, Alice Klein, diretora de Atenção Primária da Fundação Municipal da Saúde explica que após uma regulamentação do Conselho Regional de Farmácia-CRF, proibindo que sejam entregues antibióticos, antibactericidas e controlados sem a presença de um farmacêutico, a Fundação teve de optar em efetuar a entregas desde apenas nas duas farmácias da instituição. “Antes tínhamos 25 pontos de entrega, mas para mantê-los precisaríamos ter 25 farmacêuticos, e como não temos recursos para isso, optamos nessa medida.

O medicamento é ofertado, mas o cidadão precisa procurar uma das duas farmácias da Fundação”, explicou.  Sobre a dificuldade que os agricultores ou moradores do interior têm para acessar estes remédios, Alice apenas lamentou, e disse que a Fundação precisou tomar a medida, pois se descumprisse estaria infringindo a legislação.