Relatório sobre morte de abelhas irá para o MP

A mortandade de abelhas ocorrida na semana passada em São José das Missões, está sendo alvo de um minucioso relatório por parte da Patrulha Ambiental da Brigada Militar (Patram) de Frederico Westphalen.

Em Santa Rosa o apicultor João Thiele, que já presidiu a Associação dos Apicultores locais, há anos vem denunciando o desaparecimento de abelhas por mortes.
Em Santa Rosa o apicultor João Thiele, que já presidiu a Associação dos Apicultores locais, há anos vem denunciando o desaparecimento de abelhas por mortes.

A mortandade de abelhas ocorrida na semana passada em São José das Missões, está sendo alvo de um minucioso relatório por parte da Patrulha Ambiental da Brigada Militar (Patram) de Frederico Westphalen. O documento será entregue diretamente ao Ministério Público.

Segundo o soldado Juliana Celita Lahr, “já são sete criadores de abelhas, com um total de 108 colmeias, atingidos pelo inseticida aplicado em lavouras de soja”. As abelhas foram encontradas mortas depois que dois agricultores da Linha Progresso, interior do município, aplicaram um inseticida em uma lavoura de soja, com o intuito de acabar com um inseto conhecido por “raspador” (tamanduá-da-soja), juntamente com um produto utilizado para secar o nabo existente em meio ao cultivo. No relatório, a Patram cita que o produto deveria ter sido utilizado antes da floração do nabo. “Mas, segundo o acusado, na época não havia umidade suficiente no solo e que o ato não foi intencional, pois no momento não tinha conhecimento, tampouco foi orientado pelo técnico agrícola que tal inseticida poderia atingir outras espécies”, informa o órgão ambiental.

Em Santa Rosa o apicultor João Thiele, que já presidiu a Associação dos Apicultores locais, há anos vem denunciando o desaparecimento de abelhas por mortes.