“Valores que Ficam” foi tema de audiência com a Assembleia Legislativa

Os trabalhos foram coordenados pelo presidente da Assembleia, deputado Luis Augusto Lara.

“Valores que Ficam” foi tema de  audiência com a Assembleia Legislativa

A Câmara de Vereadores de Santa Rosa sediou na tarde desta sexta-feira, 09, a audiência pública da Assembleia Legislativa (AL) para divulgar a campanha Valores que Ficam, que incentiva a doação de parte do Imposto de Renda devido por pessoas físicas aos fundos sociais, e para debater temas como privatizações e concessões de serviços públicos.
Os trabalhos foram coordenados pelo presidente da Assembleia, deputado Luis Augusto Lara (PTB), que, conclamou a se unirem pela divulgação junto à comunidade e mobilização dos contribuintes para a doação dos valores devidos. “Essa possibilidade não é nova, já existe há 15 anos, só que não faz parte da cultura dos gaúchos. Mas temos que nos dar em conta que, em média, cerca de R$ 3 milhões poderiam permanecer nos municípios-polo do Rio Grande do Sul apenas com essa iniciativa, beneficiando nossas entidades sociais e hospitais”, disse Lara.

Ele também falou sobre privatizações, concessões e PPPs, lembrando o Cresce RS, projeto que reuniu chefes dos Poderes, reitores de universidades e presidentes de federações empresariais em um grupo dedicado a destravar projetos que são cruciais para o desenvolvimento do estado.
Manifestando-se em nome do Poder Legislativo, Marcos Migue Knorst, falou da honra da Câmara de Santa Rosa o encontro para debater o tema. “Sem dúvida nós assumiremos o compromisso de ajudar na divulgação dessa iniciativa. Santa Rosa só tem a ganhar com a permanência desses valores aqui na região, beneficiando nossas entidades sociais, que tanto precisam de ajuda”, disse Migue.

 Já Clóvis Molinari expôs o trabalho de divulgação efetuado pelos contabilistas, comandados pelo Conselho Regional de Contabilidade da região de Santa Rosa com o objetivo de ampliar a destinação de parte do imposto de renda para as entidades sociais do município, através dos fundos sociais. Ele lamentou o pequeno índice de doações, justificando que ainda falta conscientização da comunidade e divulgação do procedimento de doação. Para ele, a doação é uma atitude que pode injetar consideráveis recursos nas entidades sociais. Clóvis destacou que a destinação para fundos sociais que atendam crianças, adolescentes, idosos ou até mesmo para o fundo audiovisual, pode ser realizada por toda a pessoa física, no limite de 6% de dedução do Imposto de Renda Devido até o final do mês de dezembro deste ano ou até 3% quando da apresentação da declaração de imposto de renda até abril de 2020.