Osmar Terra fala sobre futuro Governo Bolsonaro

Anunciado no último dia 28 para o Ministério da Cidadania, o deputado Federal Osmar Terra visitou Santa Rosa no final de semana.

Osmar Terra fala sobre futuro Governo Bolsonaro

Anunciado na quarta-feira, 28, para o Ministério da Cidadania, o deputado Federal Osmar Terra visitou Santa Rosa no final de semana. Terra chegou no final da tarde da sexta-feira, 30. No sábado, 01, ele participou da inauguração do centro Comunitário do Bairro Auxiliadora, além de realizar visitar aos hospitais Vida & Saúde e Abosco. Ainda na manhã do dia 01, Osmar participou d entrevista na Rádio Noroeste. Durante o PodCast, Terra respondeu aos questionamentos de Jardel Hillesheim, Jairo Madril, Zelindo Cancian e Luciano Mallmann, integrantes da equipe de jornalismo da Noroeste. 

Falou da indicação ao Ministério. “Fiquei sabendo um dia antes do anúncio oficial, no começo o presidente Bolsonaro destacou que desejava técnicos, e a atenção minha foi para Alberto Beltrame, atual ministro do desenvolvimento Social”. Terra salientou que estava longe das discussões dos cargos.  “Fiquei sete dias na China, e na volta fui chamado por Onyx Lorenzoni, futuro ministro da Casa Civil, que mostrou a  estrutura do ministério e  me convidou para ser o ministro da Cidadania. A Frente Parlamentar da Assistência Social apoiou meu nome”.

Questionado por Zelindo Cancian sobre a diferença de ser ministro nos Governos de Michel Temer e do futuro Governo de Jair Bolsonaro. “O Governo Temer foi um governo de transição. Não vi em nenhum momento ele pedir coisas indevidas. Mas por ser de transição, muitos confundiam o governo com os interesses pessoais. Montei o ministério com pessoas técnicas, entre elas o Alberto Beltrame. Eu escolhi cargos importantes, como por exemplo o diretor financeiro do ministério. Já sobre o governo Bolsonaro, será um governo, diferente. Grande parte dos nomes são técnicos”.

Questionado sobre a participação do MDB no Governo, Terra afirmou que não se trata de acordo político. “Quando encontrei com Bolsonaro no anúncio do meu nome, ele disse, que eu não estava lá por causa do meu partido, mas sim pelo meu trabalho”. Perguntado se os emedebistas irão apoiar, ele expressou que não está nada definido. “Claro o partido ficou feliz, eu acredito que sim, que o partido apoiará. O Bolsonaro está trabalhando com as frentes parlamentares. Ele está se libertando das chantagens políticas”.

Sobre o corporativismo parlamentar, judiciário, do MP e do funcionalismo, o futuro ministro disse que será um grande desafio. “Ele vai ter uma dificuldade natural, isso é um processo difícil, isso é muito difícil. Mas ele vai, acho que a força ele tem, e é aquela que precisa mudar a realidade brasileira. Nós chegamos no fundo do poço, no país não é só a questão ética e moral que foi danificada, mas a economia também”.

O futuro ministro enfatizou que no Governo Temer começou a melhorar a economia e isso deve continuar. “O Bolsonaro montou uma equipe extraordinária. O Paulo Guedes, futuro ministro da fazenda, é um dos grandes nomes, conheço a família dele. Outro grande nome é Sérgio Moro. A situação está tão grave, que uma pessoa que nem tinha partido político até então, seja eleito presidente do Brasil. O resultado da eleição surpreendeu a todos”.

Terra conviveu com Bolsonaro por anos, pois ambos são deputados federais. Questionado pela equipe de jornalismo, se ele poderia destacar quem é o futuro presidente, o deputado respondeu: “O Bolsonaro é um homem de posições bem claras e definidas, firmes. É um homem simples, honesto, íntegro, e que cultivou alguns valores do exército. Podem até discordar dele em muitos casos, mas é um cara que não está nem aí para as conveniências políticas. É uma característica que ficou muito marcada nele. Ele não está dando bola para as conveniências. Acho que isso dá condições para ele fazer mudanças, que nenhum outro conseguiu fazer”, disse terra.

O jornalista Jardel destacou que umas das marcas da campanha de Bolsonaro, foi afirmar que ele era honesto, e sobre isso questionou Osmar. Qual a garantia que o futuro presidente manterá um governo honesto, com pessoas honestas?  “A garantia é o que ele já fez, o fato de colocar o juiz Sérgio Moro, colocar o Paulo Guedes, que isso vai acontecer. Pela primeira vez neste país, ao longos de meus 30 anos de vida pública, que nós podemos ter mudanças de valores e padrões na política que nunca se teve isso”, respondeu. Jairo Madril rebateu a afirmação, “Pela primeira vez? Nós vivemos isso em 2002, (referindo-se a mensagem de Lula, ao assumir). Terra retrucou: “Mas olha no que deu”.

Interrogado sobre a importância da permanência de mais recursos nos municípios. “Paulo Guedes já disse, que não podemos centralizar os recursos só em Brasília. Precisamos girar a economia. A gestão precisa ser fortalecida, e acho que no final do Governo os municípios vão estar com uma super estrutura. Hoje fica apenas 15% dos valores, e precisamos no mínimo dobrar isso”.

Sobre os indicadores da economia, Terra salientou que 2019 seja um ano melhor. Já especificamente sobre a pasta que irá assumir, diz que será mantido um pente fino no programa Bolsa Família. “É injusto que quem necessita não tenha acesso, e quem não precisa receba. Vamos continuar fiscalizando intensamente”.Para encerrar, a reportagem questionou sobre seu projeto político: “Eu faço política para mudar o mundo. Se eu puder ajudar o Brasil, o Estado e Santa Rosa, não importa o cargo, seja deputado, governador, vice-presidente”, encerrou.

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