Bohn Gass diz que agricultura familiar deve voltar a ser prioridade

Elvino Bohn Gass vai para o sexto mandato consecutivo, o terceiro federal depois de outros três estaduais.

Os 102.964 votos conquistados em mais de 400 municípios por Elvino Bohn Gass na eleição de outubro, conduziram o parlamentar para o sexto mandato consecutivo.
Os 102.964 votos conquistados em mais de 400 municípios por Elvino Bohn Gass na eleição de outubro, conduziram o parlamentar para o sexto mandato consecutivo.

Os 102.964 votos conquistados em mais de 400 municípios por Elvino Bohn Gass na eleição de outubro passado, conduziram o parlamentar nascido em Santo Cristo para o sexto mandato consecutivo, o terceiro federal depois de outros três estaduais. Analisando a conjuntura nacional, faz um alerta: “Se Bolsonaro não modificar profundamente a política de Temer na agricultura familiar, os trabalhadores e as trabalhadoras rurais vão engrossar os índices de miseráveis do Brasil”.

Ele acaba de protocolar um novo projeto que acaba com os salários-extras para deputados e senadores reeleitos a título de despesas com mudanças. “O benefício inclui todos, inclusive os que são reeleitos e que não gastam um centavo em deslocamento, pois já residem em Brasília”, justifica.

Tem outros projetos em tramitação que pretende empreender velocidade. Um deles é a PEC que inclui a agricultura familiar na Constituição. E vou dizer por que fiz isso: “Depois do golpe, a primeira medida do Temer foi extinguir o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) dividindo a agricultura familiar entre as áreas do Desenvolvimento Social, que estava com o Terra, e a Casa Civil, com o Padilha. O resultado foi que as políticas que o MDA desenvolvia, praticamente acabaram. A agricultura familiar perdeu força, deixou de ser prioridade. Se fosse um imperativo constitucional, eles teriam mais dificuldade para destruir tudo”.

Bohn Gass diz não ter dúvida de que a extinção do MDA trouxe prejuízos concretos, citando a crise do leite, por exemplo, que fez milhares de agricultores familiares abandonarem a produção. “Ela só ocorreu porque o governo federal não fez nada. Essa crise vem de dois anos, mas ainda hoje o produtor está inviabilizado”, destacou. Lembrou que quando o MDA existia, o ministro cuidava pessoalmente de garantir o equilíbrio entre produção local e importação. “Havia uma relação diplomática, olho no olho, com os ministros dos outros países. Nós combatíamos, na medida do possível, a triangulação, ou seja, a entrada de leite de outros países através Uruguai e mantínhamos políticas para compensar e equilibrar a importação. Mas esse é um aspecto. O outro, talvez mais grave, é que o governo Temer praticamente acabou com o Programa de Aquisição de Alimentos, o nosso PAA, que garantia mercado para o leite da agricultura familiar e, ao mesmo tempo, garantia alimento a pessoas carentes. Isto, sem falar em políticas de moradia rural, assistência técnica e outras, que também foram abandonadas”, concluiu Bohn Gass.