Bohn Gass critica saída de médicos cubanos

“Se um doente piorar ou morrer por falta de atendimento, cobrem de Bolsonaro”, disse o deputado.

Bohn Gass critica saída de médicos cubanos

O deputado federal gaucho, Elvino Bohn Gass-PT destacou através de nota, que “Se algum doente tiver o seu estado de saúde agravado ou, o que ninguém deseja, vier a morrer por falta de atendimento médico, a responsabilidade  será do presidente eleito Jair Bolsonaro. Cobrem dele.”. A afirmação se deu diante da informação do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do RS de que a saída dos médicos cubanos deixou 2 milhões de gaúchos sem atendimento.

O deputado ainda salientou que 290 municípios do Estado eram atendidos pelos profissionais cubanos e, nesses locais, muitos postos de saúde já não contam com nenhum médico. Por conta disso, já reduziram o número de consultas. “A demanda, porém, não foi reduzida. Significa, então, que muita gente já está sofrendo”.

O parlamentar petista diz, ainda, que a iniciativa do governo atual de lançar um edital para a contratação emergencial de médicos, deveria ter sido precedida de uma tentativa de manutenção dos profissionais no Brasil. “Temer deveria ter tido a grandeza de apelar ao governo cubano para que mantivesse os médicos, ao menos em caráter transitório, até que novos profissionais fossem contratados”, acrescenta Bohn Gass. “Mas, ao não fazer isso, o presidente assinou embaixo da responsabilidade ideológica de Bolsonaro. Isto só prova que eles são muito parecidos. E a consequência é o que estamos vendo hoje: milhões de pessoas sem atendimento”.

 Bohn Gass relata que só na região Noroeste, que é de onde eu venho, perdemos 39 médicos. Na região de abrangência da 14ª Coordenadoria Regional da Saúde são nove profissionais, dois deles em Santa Rosa.