Temos cinco mil cachorros abandonados

Atualmente é uma realidade bem diferente de cinco anos atrás, quando o número era de 2,5 mil.

Boris foi abandonado no Bairro Planalto, e por transitar pela rua acabou sendo atropelado.
Boris foi abandonado no Bairro Planalto, e por transitar pela rua acabou sendo atropelado.

O número de animais abandonados ou que tenham sofrido maus tratos vem crescendo em Santa Rosa, segundo um levantamento feito pela Amigan. Há na cidade cerca de cinco mil cachorros de rua, uma realidade bem diferente de cinco anos atrás, quando o número era de 2,5 mil.

Segundo a presidente da entidade protetora, Rosane Borsekowske só em maio foram registrados 20 atropelamentos, totalizando quase um por dia, até hoje isso foi um record aqui na cidade. Segundo as denúncias, muitos dos atropelamentos são propositais. “Por dia a ONG recebe quase 20 denúncias, principalmente por maus tratos, atropelamentos, doenças ou desnutrição. Infelizmente nós priorizamos aqueles casos mais necessitados e urgentes”, afirmou Rosane. Conforme a Lei Municipal Nº 5018/2013 está prevista pena de aplicação
de multa de até R$500,00 por abandono e maus tratos.

Rosane lembra que quando um animal Desde o início da tarde da quinta-feira, 30, está liberada a segunda via da Avenida América. Em obras desde julho de 2018, o trabalho foi concluído nesta semana, liberando os dois sentidos. De acordo com o secretário de Infraestrutura Urbana, Rodrigo Bürkle foram investidos, R$ 2.471.000,00 oriundos do Ministério das Cidades, mais R$ 198.000,00 de contrapartida do Município. “Concluímos a pavimentação e liberamos o trânsito para desafogar o fluxo na Avenida Expedicionário Weber e facilitar a vida dos usuários” informou o secretário. é recolhido, ele passa pela clínica, onde ocorrem exames, raio X, se houver fratura o animal necessita de cirurgia e cada procedimento cirúrgico custa em torno de R$ 1.200,00. “Nunca conseguimos zerar a dívida que temos em uma clínica, ela atualmente está em R$ 12 mil”, lamentou a voluntária. Depois dos exames, começa a procura por uma adoção ou lares temporários, que ficam até que o animal seja adotado. Atualmente a ONG tem 108 animais abrigados.

Para que a ONG funcionasse de forma tranquila, seriam necessários voluntários ou pessoas que doassem um valor mensal fixo. “Cerca de R$ 20 mil por mês seria o básico para principalmente garantir ração, medicamentos, exames, cirurgias, reformas, bem como melhorias na casa de passagem”.

Para a voluntária, uma castração maciça feita pelo Poder Público reduziria e muito os animais nas ruas. “Uma cachorrinha fica, em média, duas vezes por ano no cio, cada gestação pode ter cerca de cinco filhotes, somando isso, seriam dez filhotes a cada ano na rua”. Entre os exemplos de abandono está o Boris. Trata-se de um cachorro de porte pequeno. Rosane conta que ele foi atropelado e encontrado num sábado pela manhã, no acostamento do Bairro Planalto. “Boris foi corajoso, passou por uma cirurgia e por dois exames de
raio X. O total do procedimento foi de R$ 1.500,00. Ninguém viu o crime, seu dono ainda nunca apareceu, Boris agora está procurando um lar adotivo e permanente”.

A Amigan é uma ONG com atividades desde 1999 - mas registrada desde 2003. Atualmente ela conta com oito voluntários. Todos os sábados, pela manhã ocorre a Feira de Adoção na Praça da Bandeira. Para que ocorra a adoção, o responsável deve levar em consideração o espaço em que vive, onde irá deixá-lo e qual o tempo que irá disponibilizar para o animal. O interessado assina um termo de compromisso.