Sem prazo para conclusão das obras, vila Alvorada terá de conviver com problemas de inundação

Defesa Civil afirma que somente a conclusão dos trabalhos poderá evitar alagamento da rua Cândido Freire, mas ainda sem previsão de fim.

Obras na rua Cândido Freire serão a solução, mas por hora é o problema. Ainda sem prazo de conclusão.
Obras na rua Cândido Freire serão a solução, mas por hora é o problema. Ainda sem prazo de conclusão.

A chuva forte da última terça-feira, 09, causou alagamento nos fundos da rua Cândido Freire, na vila Alvorada (antiga vila Bomba) do bairro Cruzeiro. No local estão sendo realizadas obras para colocação de tubulações pluviais e as chamadas “bocas de lobo”, para combater este problema.

Durante o temporal moradores registraram a inundação da via, a água entrando em residências, além do rastro de lama e sujeira deixados após a enxurrada. A reportagem da Noroeste foi até lá, constatou tudo isso e também o esforço de dois moradores que estavam dentro de uma “boca de lobo” tentando desobstruí-la. Já se identificam pequenas erosões causada pela água, prejudicando o tráfego de veículos e pedestres.

A Cândido Freire é quase toda pavimentada. A dificuldade maior está no seu final, onde há somente o cascalho e as obras. Segundo os moradores a adversidade vem de anos e intensificou-se com a intervenção na rua.

Chamada ao local uma equipe da Defesa Civil, coordenada por Fernando Klein, colocou que devido às obras de drenagem, todo o fluxo d’água se concentrou em uma única vala. E como choveu cerca de 70 milímetros em 30 minutos todo esse volume superou a capacidade do sistema.

Klein disse que ainda há muito trabalho a ser feito e que por isso não há prazo para sua conclusão. “No momento estas pessoas terão de conviver com isso até se terminar a tarefa. E se fizermos alguma alteração no projeto poderemos prejudicar inda mais o processo”, afirma o coordenador.

Por outro lado constatou-se a falta de consciência da população local. Muitos depositam lixo a beira da vala (móveis, roupas, plásticos, ferros, etc), que é levado pela cheia e acaba entupindo as “bocas de lobo” e prejudicando ainda mais o escoamento. Sem falar na questão ambiental.

Por enquanto, a solução é aguardar.

Falta de consciência da população também dificulta todo o processo. Lixo é colocado ao lado da vala que é levado pela chuva, entupindo os bueiros e a tubulação.
Defesa Civil conversa com os moradores que cobram uma solução. Ela só virá com a conclusão das obras. Problema já é antigo.