Santa-rosense chega hoje à base do Everest

Henrique Scalco Franke integra um grupo que está prestes a escalar a montanha mais alta do mundo.

Henrique e ao fundo a montanha Ama Dablam.
Henrique e ao fundo a montanha Ama Dablam.

Depois de nove dias de caminhada, a previsão é de que o santa-rosense Henrique Scalco Franke, 29 anos, chegue nesta sexta-feira, 13, ao campo-base do Everest. O grupo de montanhistas brasileiros que está prestes a escalar a montanha mais alta do mundo começou o trekking (caminhada) em direção ao acampamento na quinta-feira passada, 5 de abril.

Franke chegou ao Nepal e passou os primeiros dias em Katmandu. O objetivo era providenciar os últimos detalhes da expedição e se adaptar ao fuso horário. Além de retirar a autorização para escalar o Monte Everest e comprar materiais, o grupo também aproveitou para conhecer a capital com 1,5 milhão de habitantes.

De Katmandu, os oito escaladores voaram à cidade de Lukla, onde começaram a caminhada que passa por diversos vilarejos perdidos no meio das montanhas. Pequenos povoados como Ghat, Phakding e Namche Bazaar são pontos de encontro de montanhistas do mundo inteiro.

Na região mais montanhosa do país, as tradições budistas costumam ser mantidas, e o contato com a cultura local é marcante. A população pertence à etnia “sherpa”, que tem origem tibetana e também dá nome às pessoas que ajudam os montanhistas na Cordilheira do Himalaia.

Nesta semana, Henrique participou de uma tradicional cerimônia Puja no Templo Budista de Pangboche. Durante o ritual sherpa, os expedicionários receberam uma bênção do Lama para realizar a escalada até o cume do Everest.

Apesar de enfrentar algumas subidas íngremes e momentos de chuva, a caminhada até agora foi tranquila e o grupo está em ótimas condições. Enquanto caminhavam, Franke e os companheiros conseguiram avistar outras famosas montanhas da cordilheira, como Lhotse e Ama Dablam.

O trekking até o acampamento base do Everest é considerado a trilha mais alta do mundo: ela parte de 2.860 metros de altitude, em Lukla ,e termina a 5.364 metros no campo base. Além do frio e da escalada, o principal desafio agora é a aclimatação.

Para chegar ao cume do Everest, que está a 8.848 metros, é preciso adaptar o corpo à altitude. Para isso, são realizados ciclos nos quais os montanhistas sobem até acampamentos mais altos, permanecem no local por algumas horas e depois retornam ao anterior. No total, a expedição deve durar cerca de 55 dias.

As informações são da jornalista Jaqueline Crestani, em cobertura especial do desafio de Henrique Franke para o Jornal Noroeste