HomeGeral sábado, 21 de outubro de 2017 10:17

Ponte internacional volta a confrontar interesses

Diante da pressão de líderes de várias cidades gaúchas na reunião, os parlamentares cogitaram fazer encontro fechado, para evitar influência nos votos.

Em reunião tumultuada, senadores e deputados federais gaúchos definiram na terça-feira, 17, suas prioridades de investimentos no Estado. A bancada tem direito a eleger duas emendas impositivas (têm que ser executadas) que, para 2018, estão estimadas em R$ 162 milhões. Foram escolhidas duas obras: a duplicação da BR-116, no trecho de Guaíba a Pelotas, e a construção de uma ponte sobre o Rio Uruguai, entre Porto Xavier e a cidade argentina de San Javier.

Diante da pressão de líderes de várias cidades gaúchas na reunião, os parlamentares cogitaram fazer encontro fechado, para evitar influência nos votos. Após muita discussão, optou-se por manter a audiência aberta ao público.

Ao todo, 30 parlamentares votaram. Cada um elencou duas prioridades entre 17 propostas. A duplicação da BR-116 ficou em primeiro lugar, com 20 votos. A construção da ponte do Rio Uruguai recebeu 16 votos.

A travessia em Porto Xavier ainda não tem projeto. A obra ganhou o apoio dos parlamentares diante da articulação de representantes da região das Missões. "A ponte é indispensável para ampliar o transporte de cargas e passageiros no Mercosul" afirmou o deputado Darcísio Perondi (PMDB), um dos principais defensores do investimento.

Os parlamentares reconhecem o risco do recurso de R$ 81 milhões não ser integralmente aplicados na construção da travessia em 2018, já que a obra ainda está em fase de estudos. Neste caso, a verba poderá ser remanejada para outras prioridades da bancada.

 

CONTESTAÇÃO - Airton Bertol, presidente da Fundação Pró-Construção da Ponte Internacional Porto Mauá / Alba Posse contestou a informação. "Os estudos técnicos, mesmo que ainda não divulgados, indicam Porto Mauá como local mais barato para a ponte. E mais: temos investidores da iniciativa privada com recursos disponíveis para investir na construção da ponte". Airton acha que tem parlamentares federais se aproveitando da situação e confundindo a opinião pública sobre o tema.

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