Mulheres e homens pela paz

Caminhada encerrou os 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher.

Mulheres e homens pela paz

Uma caminhada realizada na sexta-feira, 07, pediu o fim da violência contra a mulher. Homens e mulheres, jovens e adolescentes, levando consigo faixas, percorreram a avenida Rio Branco, no centro de Santa Rosa. O ato faz parte da programação da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

A campanha iniciou no dia 25 de novembro, e várias entidades de Santa Rosa foram envolvidas em atividades que discutiram a violência doméstica. Os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres é uma mobilização anual, praticada por diversos atores da sociedade civil e poder público engajados em promover a paz entre homens e mulheres. As atividades iniciaram no dia 25, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, e se estende até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, passando pelo 06 de dezembro, Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

De acordo com a assistente Social e Gerente do Centro de Referência da Mulher Dirce Gross, Marta Nascimento, as ações envolveram toda a rede de atendimento à mulher vítima de violência. Ainda segundo ela, foram atingidos todos os propósitos nos 16 dias de ativismo, onde ocorreram inúmeras conversas com a comunidade sobre os meios de prevenções e cuidados relacionados a violência, aplicação da lei Maria da Penha e todos os serviços da rede de enfrentamento da violência contra a mulher em Santa Rosa. Estiveram envolvidas durante os 16 dias de ativismo, as seguintes entidades: Centro de Referência da Mulher Dirce Gross, Casa de Abrigo e Passagem, Assessoria de Políticas para as Mulheres, Brigada Militar, Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM), Ministério Público, Conselho Municipal de Direitos da Mulher, Superintendência de Governança através do Gabinete do Vice-prefeito e outras entidades que se agregaram nas ações realizadas.

A delegada, Titular da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM), Josiane Froelich, avaliou como excelente o trabalho de todas as ações alusivas ao combate da Violência Doméstica, uma vez que as instituições atuaram em suas respectivas áreas organizando reuniões em vários locais da cidade com público diferente visando levar a informação e o conhecimento a idosos, crianças, mulheres e até mesmo homens. Quando questionada se através das ações, as mulheres se sentem mais encorajadas a realizar uma denúncia, a delegada disse acreditar que a partir da informação e a existência de uma rede engajada que funciona efetivamente, as mulheres se sentem sim, mais firmes e seguras para buscar ajuda. Para a Josiane Froelich, é necessário o fortalecimento, uma vez que existe reiterados casos de violência doméstica e a polícia observou não só na região da grande Santa Rosa, mas, nas regiões com um todo, o aumento da agressividade e da força empenhada na questão da violência, desta forma, a delegada enfatiza a importância da informação para que as vítimas não se calem e busquem ajuda e os seus direitos.

 A promotora de justiça, Cristiane Mello de Bona destacou que trabalha principalmente com os crimes envolvendo a violência doméstica e o que ela verifica é que esses crimes estão em franca ascensão não só em números, mas também no tocante a gravidade dos fatos. Ela ressaltou que o Ministério Público fez questão de participar da ação dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher para buscar conscientizar a comunidade da importância de se discutir o tema, de levar ao conhecimento das mulheres que possivelmente sofram esse tipo de violência no início de um relacionamento para que não evolua para um caso mais grave. Com relação a resistência de algumas mulheres em registrar uma denúncia, a promotora explicou que isso ocorre devido um conjunto de fatores que vão desde a dependência econômica até as próprias ameaças proferidas pelo agressor que tornam a mulher, além de vítima de violência física, também vítima de violência psicológica que impede e bloqueia a mulher de procurar ajuda.

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