A Superação de Alfredo Moroni

Ídolo dos torcedores do Juventus e dos campeonatos municipais dos anos 1980, o consagrado ala esquerdo, teve que superar grandes obstáculos na última década. Ele aceitou falar sobre o assunto.

A Superação de Alfredo Moroni

Ídolo dos torcedores do Juventus e dos campeonatos municipais dos anos 1980, o consagrado ala esquerdo Alfredo Moroni, teve que superar grandes obstáculos na última década. Ele aceitou falar sobre o assunto.

Sendo mais preciso, teve um câncer diagnosticado nos rins há 11 anos. Depois de um vaivém em médicos locais, a origem de uma tosse constante não era identificada. “Fui parar no Dr. Sakai, que me examinou e não encontrou nada no coração. Só que resvalou pra baixo o aparelho que utilizava no exame e passou na altura do estômago. Aí me disse que eu tinha uma discrepância no fígado que precisava ser investigada”, lembra Moroni. “Deus agiu pelas mãos do Dr. Sakai”, diz, agradecido.

Em Passo Fundo uma ecografia acusou um tumor num rim. “Era tão grande que inchou o rim, que pressionava o fígado e que pressionava o pulmão. Por isso a tosse”, observou. Um tumor faltando 70 gramas para dois quilos foi extraído, junto com o rim. “Minha sorte é que ele não estourou, o que me levaria a óbito”, falou.

Alfredo Moroni voltou à sua vida normal, mas sempre mantendo acompanhamentos. Cinco anos depois da cirurgia, metástases foram localizadas no pulmão. “Começou tudo de novo. Fiz quimioterapia utilizando um medicamento caro, obtido através da Justiça, durante um ano e meio. O câncer praticamente desapareceu. Porém, no primeiro acompanhamento foram detectadas novas manchas”, conta.  De seis tumores, restaram três. “Com o Dr. Sergio Hessler ficamos quatro anos fazendo acompanhamento, até que os tumores alcançaram 2,5 a 3 centímetros”.

Alfredo foi a Porto Alegre há dois anos operar o pulmão afetado. Após quatro anos, novos seis tumores foram detectados, dois no medeastino (espaço entre dois pulmões), dois no pulmão direito, um no esquerdo e um no brônquio. Foram combatidos com imunoterapia, cerca de cinco vezes mais caro do que o anterior (cada aplicação custava R$ 20 mil). Ele fez cerca de dez. Através da Justiça o tratamento foi assegurado. “Me curei de novo”, disse. Um dos tumores, de acordo com avaliação médica, foi expelido pela boca.
Alfredo Moroni assegura que em nenhum momento perdeu a fé. E deixou um recado para quem desconfia ou tem diagnosticado câncer: “trate, não desista. A gente não se dá conta, mas tem muitas pessoas que gostam de nós”.

Por fim, Moroni elegeu sua seleção de todos os tempos do futsal de Santa Rosa. Luisinho Giordani (goleiro), Babá (na direita), Chico Faco (fixo), Moroni (nós o elegemos na esquerda) e Adônis (na frente).