Nossa literatura vive o melhor momento

Teresa Christensen é quem atesta o grande momento atual.

Nossa literatura vive o melhor momento

Foram os escritores e poetas de Santa Rosa que motivaram a criação do extinto Clube Cultural em 1933. Na época, a intenção era fazer do local um ponto de convergência e projeção das letras, do teatro e da poesia.
A lembrança partiu da historiadora Teresa Christensen, patronesse da 12ª Feira do Livro de Santa Rosa. “Vicente Cardoso morreu desgostoso, ele que foi um dos fundadores do Clube Cultural, porque o local se transformou num clube de dança, desvirtuando a proposta original”, acrescentou.
Em sua opnião a 2ª Guerra Mundial trouxe mágoas, violências e cisões na comunidade, atingindo inclusive o meio literário, que também sofreu bastante. E, na sequência, veio a Ditadura Militar, que abafou toda e qualquer tentativa de reaquecimento do meio literário. “Ninguém escrevia nada, porque tudo era perigoso”, lembrou a patronesse.
A literatura de Santa Rosa voltou a engatinhar a partir da década de 1980, através de escritores como Gilberto Kieling e Charles Kiefer, entre outros. Luis Antônio Barcelos chegou a criar uma pequena editora. “Um pequeno grupinho de loucos passou a escrever ainda com a ditadura em andamento e a adesão foi crescendo”, destacou a historiadora. Em toda sua história, o atual momento é o melhor de todos vivido pela literatura de Santa Rosa na avaliação de Teresa Christensen. “Já estamos na 12ª Feira do Livro, temos a editora Café Pequeno estimulando escritores, projetos e revelando jovens poetas, o que tem ajudando muitas pessoas”, concluiu Teresa Christensen.
A 12ª Feira do Livro está programada para o período de 13 a 16 de abril, no Centro Cívico.