Pioneira em inclusão comemora 34 anos de educação

APADA comemorou na sexta-feira, 27, 34 anos.

Pioneira em inclusão comemora 34 anos de educação

A Escola de Ensino Médio Concórdia para Surdos comemorou na sexta-feira, 27 de setembro, 34 anos. Tendo como mantenedora Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos-APADA desde o dia 11 de julho de 1988, com o objetivo de auxiliar na manutenção da Escola.

 A APADA, presidida por Claudiomiro Antônio Feldmann, é composta por pais de alunos surdos, profissionais da Escola, representantes de clubes de serviços e de entidades públicas, surdos e voluntários, preocupados com o desenvolvimento proporcionado aos surdos da Região Noroeste.

A Escola é pioneira na região na educação de surdos e atualmente possui 55 educandos surdos, deficientes auditivos e deficiências associadas, provenientes de 10 municípios. A diretora administrativa Patrícia Pires diz que o educandário possuiu atendimento ao surdo composto por uma equipe multidisciplinar. Integram a equipe uma assistente social, psicóloga, pedagoga, docentes especializados na área da surdez, instrutores surdos de Libras (Língua Brasileira de Sinais) e intérpretes totalizando 30 profissionais. Em 2009 a escola se propôs a um novo desafio, atender alunos surdos com outras deficiências associadas contando com profissionais especializados para tal atendimento.

A diretora pedagógica Fernanda Schley Alvessalienta que a escola usa a Libras como forma de comunicação. Tem como proposta pedagógica uma educação libertadora que visa à mudança da sociedade de forma que ela seja mais justa, menos excludente, mais humana, que valorize e respeite o surdo e sua cultura.

O trabalho da escola já foi premiado. Em 2013 a APADA recebeu o Prêmio Educação RS Promovido pelo SINPRO/RS na categoria Instituição. Já em 2015, o prêmio ficou com o Projeto Luna Cinoterapia realizado em parceira com a Brigada Militar pela ONG Parceiros Voluntários, como uma das 12 iniciativas sociais no RS. “Nesses 34 anos de atuação são vários alunos surdos inseridos e atuando no mercado de trabalho, sendo que alguns estão no Ensino Superior e outros que já o concluíram. Desta forma tendo todas as condições de exercerem a plena cidadania”, concluiu.