Estudante realiza mobilidade acadêmica no Chile

Desde o segundo semestre de 2018, o estudante de Ciências Biológicas da UFFS, Leonardo Priamo Tonello está morando em Santiago.

Leonardo está no Chile para realizar o Programa Paulo Freire da Organização de Estados Iberoamericanos (OEI) de mobilidade acadêmica.
Leonardo está no Chile para realizar o Programa Paulo Freire da Organização de Estados Iberoamericanos (OEI) de mobilidade acadêmica.

Desde o segundo semestre do ano passado, o estudante de Ciências Biológicas da UFFS – Campus Cerro Largo, Leonardo Priamo Tonello está morando em Santiago, no Chile, para realizar o Programa Paulo Freire da Organização de Estados Iberoamericanos (OEI) de mobilidade acadêmica. Um convênio entre o Programa e a UFFS possibilitou o ingresso do aluno na Universidade de Santiago do Chile (USACH), na Facultad de Química y Biologia, para cursar quatro disciplinas do curso de Pedagogía en Química y Biologia: Didática Geral; Iniciação a Docência Escolar; Metodologia de Investigação em Educação; e Evolução. “As matérias que faço possibilitam-me conhecer um pouco mais sobre o sistema de ensino aqui do Chile, mais especificamente de algumas escolas de Santiago, nas quais, no Ensino de Ciências e Biologia, realizo observações e práticas orientadas. Isso possibilita planejar atividades condizentes com as realidades dos alunos, inteirar-se da organização curricular e dos aspectos que são levados em consideração no processo de ensino e aprendizagem”, relata Leonardo.

O estudante conta que conhecer como se dá o desenvolvimento científico no país também é bastante relevante: “tenho contato com diferentes aspectos relacionados a Ciências e  Biologia, compreendendo como se dá o desenvolvimento científico, considerando que esse não é mundialmente homogêneo, mas sim, com particularidades e contextos, como a própria cultura científica”.

Sobre a expansão de fronteiras, ele ainda argumenta que o Brasil tem muito a avançar: “não porque é o único país da América do Sul que tem como língua oficial a portuguesa, mas porque tem de desenvolver mecanismos que superem essas barreiras, que vão muito além do que as físicas e geográficas, que se projetam em obstáculos para troca de conhecimentos, culturas, ciência, tecnologia, etc.

A ansiedade inicial de passar um tempo fora do país, de casa, em outra universidade, com outros colegas e professores foi logo amenizando ao chegar em Santiago. Diversos fatores fizeram com que essa preocupação tomasse uma “nova perspectiva”, segundo Leonardo: “a maneira como fui recebido aqui em Santiago, por pessoas fantásticas e muito simpáticas, que não hesitaram em maneira alguma em oferecer ajuda nas mais variadas situações; na universidade, também, várias Jornadas Informativas disponíveis aos alunos estrangeiros e integração universitária; as diversas oportunidades que a universidade dispõe para os alunos, tanto de cunho curricular como também extracurricular, etc”, cita.

Para os alunos que desejam fazer um intercâmbio futuramente e que “pretendem abrir-se a novos horizontes”, como afirma Leonardo, ele recomenda: “Estar sempre prestando atenção nos editais de programas de intercâmbio e também das universidades, assim como os pré-requisitos que estes exigem para o processo seletivo”, finaliza.