Centro Cultural se arrasta desde 1996

O investimento já está totalizado em R$ 2,5 milhões.

O projeto arquitetônico original prevê, além deste, outros dois módulos na parte de trás do prédio (no local da Praça Seca).
O projeto arquitetônico original prevê, além deste, outros dois módulos na parte de trás do prédio (no local da Praça Seca).

Após iniciado um debate na década de 90, o prédio velho da Prefeitura de Santa Rosa, situado em frente à Praça da Bandeira, começou a ser  visto pela ONG Cidade Interativa como Patrimônio Histórico. Em 1996 a URI realizou um laudo. O estudo foi solicitado devido às inúmeras patologias estruturais que o prédio apresentava. Existiam fissuras de aproximadamente 10 cm nas juntas de dilatação do prédio, descolamento do reboco das lajes, infiltrações nas fundações, entre outros problemas. Na época, através de monitoramentos realizados pelos técnicos do município, era possível verificar que as fissuras eram ativas e progressivas. Diante disso, foi solicitado o laudo.

Em 1998 considerou-se que as condições de uso extrapolaram as condições de segurança aceitáveis, no que se refere às normas técnicas. Naquele ano o prédio foi desocupado. Em 1999 o engenheiro Nilson Guidolin emitiu laudo que apresentou ações para garantir estabilização do prédio. Em 2001 o prefeito Alcides Vicini assinou o Decreto nº 063, que  tombou o prédio. 

Segundo a atual diretora de Planejamento, Caliandra Perini, a primeira obra realizada no prédio foi em 2006, por ocasião da estabilização da estrutura da parte frontal. Foram investidos, então, R$ 364,2 mil. Em 2007, veio a demolição da parte não estabilizada, o que gerou um custo de R$ 162,9 mil.

Em 2011 foi investido na terceira etapa da obra, com a construção da Praça Seca. No local foi construída a escadaria de acesso da Avenida Rio Branco (quase zero a presença atual de público no local), fundações das próximas etapas, anfiteatro ao ar livre, sistema de iluminação externa e sistemas de instalações sanitárias com reaproveitamento da água da chuva no subsolo. Tudo custou R$ 995 mil. A quarta compreendeu a restauração e ampliação do prédio. Até o momento o patrimônio recebeu R$ 3,5 milhões de investimentos, sem correções. 

Um convênio firmado com o antigo Ministério da Cultura (hoje Ministério da Cidadania) prevê repasses federais de R$1,5 milhão dividido em três parcelas de R$ 500 mil, mais e R$ 1.034.009,13 de contrapartida do município, totalizando um investimento de R$ 2,5 milhões. Conforme Caliandra, a prefeitura aportou todo o valor da contrapartida, porém sofreu com atrasos por parte de Brasília, o que fez com que a empresa executora da obra se desmobilizasse e rescindisse o contrato. 

Em dezembro de 2018 o município recebeu o repasse da terceira e última parcela. “Importante destacar que o objeto deste convênio e utilização deste valor é para o restauro e ampliação apenas deste módulo que está edificado”, orientou Caliandra.

O projeto arquitetônico original prevê, além deste, outros dois módulos na parte de trás do prédio (no local da Praça Seca). Porém, para as etapas sinalizadas nenhum convênio foi firmado e não há previsão de recursos para a sua execução.

Voltando ao módulo já edificado, o governo atual avalia que a obra já está bastante avançada, considerando que já foi aplicado todo o valor da contrapartida e mais o valor das duas primeiras parcelas. “Ainda faltam ser executados alguns acabamentos, parte do piso, parte do forro, louças, iluminação e subestação de energia, o que serão executados com a parcela de R$ 500 mil”, disse Caliandra. A partir da conclusão, a parte frontal poderá ser ocupada.