Segue ampliação da Camera para investir em Biodiesel

O projeto permitirá que o processamento de soja passe das atuais 1.000 toneladas diárias para até 1.600, equivalendo à 27.000 sacas de soja.

Segue ampliação da Camera para investir em Biodiesel

A Camera Agroalimentos desde agosto interrompeu a produção de óleo de cozinha. A medida havia sido comunicada oficialmente em julho, pelo diretor da empresa, Roberto Kist. Na época ele explicou que as ações na planta de Santa Rosa focariam no recebimento e extração de grãos para a produção de biodiesel. Roberto disse tratar-se de uma decisão empresarial e que a marca focará 80 % das atividades industriais na produção de energia renovável. Para isso a Camera S.A iniciou o projeto de ampliação e modernização da fábrica de óleo e farelo vegetal de Santa Rosa. A modernização para investir em novo formato conta com investimento concentrado em substituição de máquinas e automatização do processo de extração, cuja conclusão esta prevista para fevereiro de 2020. Kist salienta que está sendo investido cerca de R$ 4 milhões na instalação de um novo extrator, “que será o coração da fábrica”. A expectativa é de que a nova opção eleve a arrecadação de ICMS para o município.

O projeto permitirá que o processamento de soja passe das atuais 1.000 toneladas diárias para até 1.600, equivalendo à 27.000 sacas de soja. Na capacidade máxima, serão produzidos diariamente 300 toneladas de óleo, 1.200 toneladas de farelo e 80 toneladas de casca de soja. 

Conforme o gerente de Compras e coordenador do projeto, Gerson Muraro, o grande ganho de produtividade está na substituição da máquina que faz a extração do óleo. “O extrator, que já está instalado demandou um aparato especial para transporte até Santa Rosa. Estamos partindo para um novo sistema de extração em formato esteira, que permite maior rendimento de óleo  e economia de insumos”, finaliza. 

O gerente Comercial, Junior Almeida relata que os destinos do farelo continuarão sendo os mercados interno e externo. “No doméstico, o farelo incremental produzido responderá ao aumento da demanda das fábricas de rações gaúchas para suínos e aves. Também, passará a atender ao contínuo incremento do uso de farelo na criação de gado de leite e no confinamento de gado de corte”, afirmou.

Junior Almeida reitera que no mercado externo, nota-se um movimento de substituição paulatina de exportação de matéria-prima (soja em grãos) para produto industrializado (farelo). “Neste sentido, os volumes de exportação são crescentes, inclusive com o Porto de Rio Grande realizando investimentos dedicados ao embarque de farelo”. O gerente reafirma a fala de Roberto Kist, e diz que todo o volume de óleo de soja continuará sendo transferido para a produção de biodiesel na usina de Ijuí, de onde o produto final é expedido via ferroviária para as distribuidoras do sul e sudeste do país. Atualmente operando com 30% de capacidade ociosa, a usina terá matéria-prima suficiente para elevar a produção de 400 para mais de 500 mil litros diários. 

Devido ao crescimento de 25% da capacidade industrial, o projeto melhorará o resultado operacional da empresa e acrescentará R$ 250 milhões ao faturamento projetado para 2020. Haverá maior geração de empregos (com ênfase nos indiretos) e recolhimento de impostos, ad¬vindos do processamento e agregação de valor à matéria-prima soja colhida pelos agricultores da região da Grande Santa Rosa.