Otimismo em relação ao novo ano

Em participação na Rádio Noroeste o prefeito Alcides Vicini e lideranças da classe empresarial demonstraram confiança em relação a 2018.

Otimismo em relação ao novo ano

Em participação na Rádio Noroeste o prefeito Alcides Vicini e lideranças da classe empresarial demonstraram confiança em relação a 2018. Em geral, concordam que o pior cenário da crise já passou. Também ponderam que o período eleitoral não deve trazer impactos negativos a obras já sinalizadas para o município. Há, no entanto, entendimento que as finanças públicas contarão com menos recursos.

Alcides Vicini sempre disse que primava por manter as contas em dia. Assegura que a Prefeitura fecha o exercício 2017 sem pendências, porém, já projeta um princípio de ano bastante austero. “A perspectiva da receita é cautelosa para o próximo ano. Veja que negociamos e acertamos que o dissídio dos servidores será avaliado somente em abril, a partir de quando soubermos exatamente com quanto de recursos poderemos contar em 2018. Não podemos dar passos maiores que as pernas”, argumenta o mandatário.

A secretária Leila Piekala, que zela pelos números da Administração Municipal, ressalta que o impacto na redução do ICMS chegará a R$ 3 milhões. “É o reflexo do encolhimento da economia em anos anteriores. Vai pesar na conta, por isso fatalmente será preciso manter o que conquistamos para somente então projetarmos outros investimentos”. A frase de Leila foi acrescida de uma contribuição de Vicini, enfático ao afirmar que Santa Rosa está rigorosamente em dia com os servidores, ao passo que muitas Prefeituras se encontram em situação delicada.

O executivo da Associação dos Municípios da Grande Santa Rosa, Airton Bertol, assegura que as prefeituras da microrregião estão com as contas em dia, ainda em ajustes, porém equilibradas. Tem um pouco de receio com relação a obras e recursos da esfera pública para 2018, tendo em vista que o ano eleitoral limita os investimentos no período de junho a novembro.

Bertol, porém, se mostra otimista. “Em visitas que fiz à Argentina, São Paulo, Brasília, se percebe que há movimentação para dar um novo ânimo à economia. O país vizinho, ao contrário do que se pensa, está investindo pesado na infraestrutura e em condições que levem o investidor a crer no potencial local. Logo isso ocorrerá com o Brasil também, porque já fizemos alguns ajustes necessários”.

O prefeito Vicini se mostrou otimista com relação a empreendimentos, a começar pela duplicação da Avenida América em toda a sua extensão. “Já temos os R$ 2,3 milhões assegurados do Ministério das Cidades, devemos licitar logo em seguida, com obras ainda no primeiro semestre de 2018. Há recursos para executar mais uma etapa do PAC2 dos asfaltamentos da Planalto e outras vilas contempladas. Também estão indicados recursos para habitação e melhorias em áreas que sofrem com inundações. Da mesma forma, cremos que haverá novidades nos investimentos projetados para o Aeroporto, enfim, há bons indicativos para o ano que inicia”.

O prefeito também anunciou oficialmente na Rádio Noroeste que o empresário Artur Lorentz assume no dia 08 de janeiro as secretarias de Desenvolvimento Sustentável e de Planejamento. “É nome indicado pelas entidades e que muito vai contribuir em nossa equipe. Da mesma forma como outros, na política de austeridade financeira, será secretário em duas pastas. Já tínhamos 16 secretários, hoje são apenas nove”, resume Vicini.

Perguntado por onde começará a trabalhar, Artur Lorentz deixou claro que vai ouvir as manifestações das entidades. “Já fui procurado pela Unijuí para atualizarmos o Plano 100, aquele estudo que sinaliza os rumos de Santa Rosa para 2031. É um começo. Adequaremos as demandas e faremos o possível para implantá-las”. Atual presidente da Agência de Desenvolvimento, Lorentz se mostrou otimista no que tange a resultados: “veja, na AD eu tinha cinco diretorias. Três áreas despontaram muito bem, e duas foram mais lentas. Isso é porque o mundo em que vivemos muda muito rapidamente, é preciso estar preparado para ajustar os rumos o tempo todo. No que diz respeito ao desenvolvimento, penso que Santa Rosa deve pensar em novos negócios que estejam conectados com a nova economia. Em tese, saber produzir para o mundo”.

O presidente do Sindilojas da microrregião, Leonides Freddi também falou em revisar os projetos pautados há uma década, promovendo nova edição do Fórum do Comércio. “Vamos ouvir os associados, sentir quais são as demandas da classe. Porém, claramente, a região sinaliza maiores investimentos em infraestrutura, na logística, especialmente”. Abordado sobre o ano em curso, diz que o governo fez o que deveria, que as reformas estão no rumo certo, de buscar o fortalecimento da economia e a estabilidade.

Odaylson Éder, que assume o comando da ACISAP, classificou o ano como terrível, muito em função do cenário político conturbado que engessou o país, tendo em vista que em nosso modelo o Estado é o grande fomentador da economia. “Penso que 2018 será melhor, com alguns avanços ao passo que o investidor volta a encontrar perspectivas”.

O novo comando da ACISAP igualmente chama as entidades de classe a abraçarem discussões maiores, pautas comuns, inclusive nas demandas políticas e com postura de cobrança incisiva junto aos parlamentares e representantes de governos que se dizem compromissados com a região. “É preciso que nos vejamos como vizinhos, que nos reaproximemos, por lutas que vão trazer desenvolvimento para todos, como o aeroporto de Santa Rosa e a ponte internacional de Porto Mauá”.

A ponte internacional Porto Mauá/Alba Posse, por sinal, é assunto latente entre os prefeitos da região. “Não estamos com dor de cotovelo pelo anúncio da emenda impositiva para Porto Xavier. Estamos mobilizados para promover ações mais concretas no que diz respeito ao nosso projeto, inclusive aglutinando mais força à Fundação Pró-Ponte”, defende o prefeito Vicini.

Airton Bertol está bastante otimista nesse assunto, quase a ponto de ignorar os alardes provocados pelo investimento nas Missões. “O estudo técnico mostrou que Porto Mauá leva vantagem, a começar porque o custo da obra é a metade do valor. Além do mais, temos outras cartas na mesa que nos favorecem. Creiam, o ano se mostrará favorável para a nossa obra”.