John Deere demite mais de 150 funcionários

Em nota, o Sindicato dos Metalúrgicos de Horizontina e Região confirmou as demissões.

John Deere demite mais de 150 funcionários

Em nota, o Sindicato dos Metalúrgicos de Horizontina e Região confirmou a demissão de mais de 150 trabalhadores da planta da John Deere do município. Destes, 30 são do Programa de Demissão Voluntária.

Ainda conforme a nota foi buscada todas as maneiras de evitar as demissões. O motivador dessa medida é a crise econômica e a falta de investimentos do governo federal na indústria brasileira, afetando diretamente a confiança dos empresários e produtores rurais no mercado brasileiro.

A Nota:

O Sindicato dos Metalúrgicos de Horizontina e Região lamenta as demissões que estão ocorrendo na John Deere. Recentemente, a empresa surpreendeu a nossa entidade ao anunciar a não efetivação do segundo turno e a necessidade de demitir trabalhadores e trabalhadoras devido a uma baixa na produção prevista para este ano. A partir disso, iniciou-se um Programa de Demissão Voluntária, ao qual 30 pessoas aderiram, passando o prazo, a John Deere informou o desligamento de mais 150 trabalhadores.

O Sindicato buscou de todas as maneiras evitar essas demissões, por um período buscamos amenizar a situação com compensações e outras medidas que discutimos com a empresa. Ressaltamos que o produto da empresa são as máquinas agrícolas e este setor é um dos menos atingidos pela crise econômica que assola o país, e os trabalhadores não deveriam estar sendo penalizados. Reafirmamos, que estaremos ao lado desses trabalhadores, auxiliando em todo o processo de rescisão e buscamos junto com a John Deere a garantia de que, quando houver admissões na empresa, esses trabalhadores sejam recolocados em seus postos de trabalho.

Além disso, salientamos que o principal motivador dessa medida radical é a crise econômica e a falta de investimentos do governo federal na indústria brasileira, afetando diretamente a confiança dos empresários e produtores rurais no mercado brasileiro. Sabemos que há inúmeros programas e incentivos para o setor agrícola, se o produtor não compra as máquinas, é justamente, porque não se sente seguro diante da instabilidade da economia. Soma-se a isso, o baixo crescimento da ecomonia, a falta de políticas públicas para a geração de empregos e distribuição de renda.

Diante disso, lamentavelmente, o Brasil está indo para o buraco e quem paga a conta da crise é o trabalhador.

Jorge Ramos - Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Horizontina e Região