Das seis, uma continua trabalhando

Leila e Margueidi afirmaram que todas haviam sido demitidas, mas na prática isso não aconteceu, porque uma continua trabalhando.

Das seis, uma continua trabalhando

A presidente da Comissão de Educação da Câmara de Vereadores de Santa Rosa, Sonia Conti denunciou na Rádio Noroeste, na manhã desta quarta-feira, 25, que das seis professoras contratadas irregularmente, uma delas segue trabalhando. Nossa reportagem investigou o fato e comprovou que Ângela Tibulo, umas das seis professoras contratadas irregularmente sem a aprovação do legislativo, continua atuando na escola Santa Rita. Telefonamos para a escola e a direção nos afirmou que Ângela foi transferida para o educandário na terça-feira, dia 17 de setembro, após a demissão da que atuava na vaga, (dia em que outras quatro professoras foram exoneradas).

A secretária de Gestão e Fazenda Leila Piekala e a diretora de Recursos Humanos, Marguedi Cunegatto falaram sobre o assunto na Rádio Noroeste. Margueide reafirmou que cinco professoras foram demitidas e uma pediu demissão. “Destas seis meninas, uma pediu para sair e as outras cinco foram demitidas. A figura de uma que continua contratada é aquela que prevê regularmente a lei, e foi admitida da mesma forma que as outras”, disse. Acontece que após a fala de Margueidi apuramos que foram contratadas: Helena Rauber, Alise Traum, Vani Mella, Ângela Tibulo, Emanueli Tolfo, Ana Paula da Silva. No caso seis professoras e não sete como se leva a entender. Destas segundo a diretora todas estariam fora do quadro, mas não é o que acontece, pois Ângela segue na vaga. Então comprova-se que cinco foram demitidas.

Já Leila Piekala explicou também que a contratação de uma professora infantil se deu da mesma forma que as demais foram contratadas. “O município tem um diploma legal que prevê a contratações temporárias para ‘ene’ casos. Dentre essas contratações temporárias previstas nesta legislação, tem o cargo de substituições de cargos em comissões. A pessoa que a vereadora se refere, está contratada temporária com base na lei Nº 5205, se não me foge a memória, em relação a um cargo de confiança. Temos uma coordenadora pedagógica e para o local dela foi feita a  contratação temporária. O que veio a tona e acho que a vereadora não foi feliz ao se explicar, é uma discussão em relação a ordem classificatória. A situação destas que foram contratadas a frente desta e que foram dispensadas, surgiu ontem, e abrimos um processo administrativo, se é o caso de demissão ou de permanência. Esta resposta ainda não temos. Houve um questionamento e vamos apurar”. Ao ser questionada a diferença destas contratações, Leila diz que as outras seis foram contratadas para substituir FGs. “A que está hoje foi contratada para substituir um cargo de confiança”, garantiu Leila.

Nossa reportagem apurou que a fala de Leila é contraditória, pois só foram contratadas seis professoras e a que permanece (Ângela Maria Tibulo) está entre as seis contratadas de forma irregular. Já sobre as contratações embasadas na Lei citada por Leila, uma fonte ligada ao setor jurídico da prefeitura afirma que a permanência da vaga continua irregular. “A vaga da direção não é Cargo de Confiança(CC) e sim uma Função Gratificada(FG) e a prefeitura continua com a irregularidade”, enfatizou.

JORNAL NOROESTE DENUNCIOU O CASO NA EDIÇÃO DA SEXTA-FEIRA: LINK: