O cooperativismo como fator de desenvolvimento regional

"Historicamente as cooperativas sempre trazem ganhos e benefícios não só aos seus cooperados, como também à sociedade que é favorecida".

O cooperativismo como  fator de desenvolvimento regional

As cooperativas exercem um papel fundamental no crescimento e desenvolvimento de uma região. A diferença de uma região desenvolvida está no nível de organização de uma sociedade, e o cooperativis-mo é o braço econômico dessa realidade social.
Historicamente as cooperativas sempre trazem ganhos e benefícios não só aos seus cooperados, como também à sociedade que é favorecida por seus produtos e serviços que muitas vezes não são percebidos. De acordo com o relatório “A Expressão do Cooperativismo Gaúcho”, publicado em 2012 pela Ocergs/RS - (Organização das Cooperativas do Rio Grande do Sul), as Cooperativas dos 13 ramos somam no Estado, 2 milhões de associados, 52 mil empregos diretos, 27 bilhões de reais em faturamento anual e 1,3 bilhão em geração de tributos.
Na região Noroeste é significativa a presença de cooperativas dos ramos, agropecuário, crédito, eletrificação, saúde, educacional, entre outras, que atuam como reguladoras de preços e mercado, geradoras de emprego e renda, fomento e comercialização de produtos com inovações tecnológicas, oferta e demanda de bens e serviços. Outra característica marcante é que a geração de riqueza permanece onde é concebida, com destaque às contribuições tributárias, além de possuírem uma forte atuação social junto a seus associados e à comunidade em geral.
Observa-se que as Cooperativas têm sido uma forma um tanto eficaz de enfrentar as adversidades do mercado e unir esforços, de modo a contribuir com o desenvolvimento da região. Para que este segmento permaneça fortalecido, agregando renda e melhorando a qualidade de vida da sociedade, é necessário desenvolver ações conjuntas em todos os ramos do Cooperativismo, a exemplo das grandes corporações que estão se unindo para enfrentar o mercado altamente competitivo.
Somente a união dos esforços em torno dos objetivos comuns leva a resultados satisfatórios e abrangentes, podem oferecer serviços complementares e com mais qualidade, além de conseguirem ganhos de escala na comercialização, na agregação de valor, na profissionalização da administração cooperativa e na maior fidelização dos associados. Estes são fatores essenciais à real prática da intercooperação, como ação estratégica para o futuro do negócio e para o fortalecimento e crescimento do Cooperativismo.

Por: Zélia Savoldi

Assessora de comuniucação da Cotrirosa.