Região de Santa Rosa sedia Seminário Artesão em Foco

O evento reuniu artesãos e lideranças vindos de diferentes pontos da Fronteira Noroeste.

Região de Santa Rosa sedia Seminário Artesão em Foco

O profissionalismo e as oportunidades de qualificação e geração de renda ficaram evidentes entre os participantes do 1º Seminário Regional Artesão em Foco, realizado nesta quinta-feira, 26, em Giruá, nas Missões.  O evento, que reuniu artesãos e lideranças vindos de diferentes pontos da Fronteira Noroeste, foi promovido pela Emater, Secretaria Estadual de Trabalho e Assistência Social, Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS) e Prefeitura de Giruá, com o envolvimento da Secretaria Municipal de Educação e Cultura.

Seja no meio urbano ou rural, o artesanato pode ser uma forma de renda, principal ou complementar, e também uma atividade de lazer e ocupação mental que contribui com a autoestima, bem-estar e saúde. Reconhecendo esse contexto, diversas lideranças prestigiaram o Seminário Regional voltado ao tema, entre elas, o vice-prefeito de Giruá, Antônio Dalla Costa, a secretária Municipal de Educação e Cultura, Denise Weber, o coordenador do Departamento de Promoção de Desenvolvimento Social do FGTAS, Dênis da Silva Costa.

E também representantes da Emater/RS-Ascar, gerente regional, Ademir Renato Nedel, assistente técnica estadual, na área de Artesanato, Ivanir Argenta dos Santos, assistente técnica regional social, Lisete Primaz,  chefe do Escritório Municipal, Diogo Danda e demais integrantes da equipe, Helena Sandri Zaltron, José Cláudio Reis e Neiva Almeida, bem como secretários municipais de Finanças e de Agricultura e Meio Ambiente e lideranças do Sicredi e Cresol.

 

Artesão em Pauta

Desde a legislação, custo de produção, microcrédito e história do artesanato de Giruá até dicas para o uso de mídias para divulgação e venda do artesanato e reflexão sobre a importância da criatividade estiveram em pauta durante a programação.

Em um primeiro momento, o público teve a oportunidade de acompanhar a explanação do coordenador do Departamento de Promoção de Desenvolvimento Social da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), Dênis da Silva Costa, que destacou políticas públicas voltadas ao setor, a exemplo do Programa Gaúcho de Artesanato e os trâmites e vantagens do encaminhamento da Carteira de Artesão.

Aspectos da Legislação Estadual e Federal voltados à área, formação de preço e elaboração de etiqueta foram orientados por Ivanir Argenta dos Santos, que coordena o trabalho com artesanato desenvolvido pela Emater/RS-Ascar em todo o Estado.

A história do microcrédito produtivo orientado e as oportunidades para o artesão foram abordadas pelo presidente da Instituição Comunitária de Crédito, o Banco do Povo, José Enedir Francisco.

 

Em relação ao Marketing nas Redes Sociais, a jornalista da Emater/RS-Ascar, Deise Froelich, e o cinegrafista José Schafer, apresentaram orientações sobre o uso das mídias sociais para divulgação e venda do artesanato.

 

Criatividade, inovação e designer no Artesanato formaram o tema da palestra do coaching e empresário do ramo de artesanato, Luciano Lotero Lopes. “Quando falo em artesanato, falo em sentimento, em doar tempo, dedicação e sensibilidade. Isso significa que quando alguém compra uma peça artesanal, está se apropriando não somente de um objeto, mas sim do sentimento de um artesão ou artesã que foi transferido para o artesanato”, destacou Luciano ao lembrar do valor agregado, acrescentando que “ao vender, o artesão está oportunizado a alguém ser feliz com aquela peça, permitindo que o seu sentimento adentre na casa e na vida de outra pessoa, afinal, todo processo criativo está associado a sentimento e sensibilidade”.

 

Artesanato e História Local

Não é à toa que Giruá foi escolhido para sediar o Seminário Regional de Artesanato. Além de estar inserido em uma região que valoriza e fomenta o artesanato, o município busca em características locais uma forma de resgatar sua história e sua cultura, lançando o olhar para matérias-primas peculiares a exemplo da palha, da castanha, do talo da folha e do cacho do butiazeiro.

Ao relatar a história do artesanato local, a representante da Secretaria Municipal de Educação, Bárbara Prado Lerino, destaca que o município conta com diferentes oportunidades para exposição e comercialização das peças artesanais locais, a exemplo da Casa do Artesão, do Brique da Praça, realizado todos os sábados, e a feira do Butiá, promovida a cada dois anos.

Também inova e apresenta uma grande diversidade em peças artesanais, que vão desde cuias, artefatos em madeira, tecidos bordados e rendados, peças com palha do butiá, licores, entre outros artesanatos decorativos e utilitários.  

A extensionista social da Emater/RS-Ascar, Helena Sandri Zaltron, destacou também o trabalho continuado realizado ao longo do ano, junto aos 19 grupos organizados de mulheres, que incentivam o desenvolvimento de habilidades manuais, a troca de experiências com construção de conhecimento, o resgate da cultura e saber popular, ações que contribuem com a saúde mental, bem-estar social, autoestima e qualidade de vida.