A observação é de Valdemar Fonseca, coordenador regional de Saúde, que deverá convocar uma reunião para a segunda quinzena deste mês, propondo um debate com prefeitos e profissionais da área da saúde a fim de que o quadro seja alterado.
“Estamos fazendo o monitoramento diário. Nossa equipe está trabalhando muito, na fiscalização, orientação e apoio aos municípios. Todos estão fazendo sua parte, a União, Estado e prefeituras, mas é a população que está se descuidando, e isto é grave”, aponta.
Para ele, é preciso avançar no sentido de evitar o aumento de focos do mosquito Aedes aegypti, a fim de que não se repita o cenário de dois anos atrás, quando a região viveu uma epidemia da dengue. Ele reforça o fato de que, se a população tiver agora no verão o cuidado com a dengue, ajudará a desencadear uma cultura de cuidados para outras doenças, quando o clima mudar, citando, entre outras, a Gripe A.
Conforme Valdemar Fonseca já houve registros de casos suspeitos, mas não há confirmação. “Em Senador Salgado Filho, houve dois casos, no entanto as pessoas não residiam na cidade”. Ele aponta que não há culpados mas, no caso da dengue, uma responsabilidade solidária. “A maior preocupação não é de onde vem o mosquito, mas sim, onde estão localizados os focos de criação”. Na região, os maiores índices de infestação estão nas cidades de Santa Rosa, Horizontina e Giruá.