A Camera Agroalimentos vai investir R$ 10 milhões na sua planta de Santa Rosa e assim, ampliar em 50% a capacidade de produção. A iniciativa faz parte do projeto Biodiesel 2010, que teve início com a implantação da usina de biodiesel junto ao porto seco de Ijuí e que terá sequencia com o incremento da capacidade de processamento da unidade local.
Na tarde de quarta-feira, representantes da indústria estiveram em visita ao prefeito Orlando Desconsi, quando entregaram uma carta de intenções, onde informam o investimento a ser efetuado a partir de novembro.
Conforme Roberto Kist, diretor industrial e de planejamento, com o investimento na unidade, a capacidade de processamento de grãos vai passar das atuais 1.000 toneladas de soja por dia para 1,5 milhão, o que corresponde a 25 mil sacas de 60 quilos diárias, o que fará da Camera, a maior do Estado em processamento de grãos, considerando que as três maiores fábricas encontram-se no porto de Rio Grande e de Canoas, focadas na exportação.
“O Rio Grande do Sul é o maior produtor de soja do Brasil, mas cerca de 60% da produção vinha sendo para exportação in natura. Com os investimentos e o foco no biodiesel, estamos agregando valor, já que passaremos a receber 10% da soja gaúcha”, destaca Roberto, citando que a indústria precisará absorver uma maior produção de grãos na fábrica de Santa Rosa a fim de desenvolver o projeto de biodiesel.
Segundo ele, o faturamento bruto anual, com a nova fase da Camera, passará a ter um incremento estimado entre R$ 130 milhões e R$ 150 milhões. O que representará mais retorno para a economia local. “Olhamos sempre com carinho e com responsabilidade para Santa Rosa e sua gente e nos orgulhamos em fazer parte do desenvolvimento desta terra”, aponta o diretor.
Os investimentos direto parque industrial será, num primeiro momento, de R$ 7 milhões para a ampliação, sendo os outros R$ 3 milhões voltados ao operacional nos próximos três anos. A transformação junto à unidade será intensa. Serão trocadas duas caldeiras existentes por uma nova de alta produção e dotada de tecnologia moderna. “Trata-se da primeira caldeira de biomassas do Estado. Ela será alimentada não apenas por lenha, como também por bagaço de cana, casca de arroz e sabugo de milho”, cita o empresário, lembrando que, com o novo conceito, resolve-se também questões ambientais, com a destinação deste material.
A planta terá uma nova logística interna e externa a fim de dar melhor movimentação e acessibilidade, com a criação de novo acesso de carga e descarga. Com a racionalização dos processos, o setor de extração ganhará máquinas modernas, fazendo com que, vários equipamentos sejam substituídos por outros, de maior capacidade.
Atuando há dois anos na produção do refino do óleo de soja, a indústria já conquistou 33% do mercado gaúcho, com expansão em andamento para Santa Catarina. A produção, que hoje é de 140 mil caixas por mês, deverá chegar a 200 mil no final do ano.