TEXTO: Jairo Madril
O susto, medo e a desesperança que tomaram conta de milhares de famílias na região, somam-se a não disfarçada perplexidade de nossas autoridades diante de quatro tempestades que atingiram o Grande Santa Rosa num período de 25 dias, algo jamais registrado na história. As cenas são chocantes! Galpões destruídos com maquinário e insumos seriamente avariados pelos escombros, casas que simplesmente desapareceram, telhados destruídos total ou parcialmente. E o vendaval da noite de terça-feira, 13, provocou a primeira morte, o que acentua o pânico.
A região precisa retomar o controle emocional e ajustar-se à realidade de forte impacto apresentada esta semana pelo meteorologista Alexandre Aguiar, da MetSul Meteorologia. Ele informa o que poucos tinham conhecimento: estamos na faixa onde situa-se a segunda região do mundo mais propensa a tornados. Ao invés de elevar o pânico, isso deve nos impor uma nova forma de pensar, avaliar e reagir.
O debate é amplo, mas baseado no que várias autoridades competentes já disseram, algumas ações devem ser imediatas. As edificações, de qualquer porte, devem ser construídas com uma noção mais apurada de segurança. É preciso desenvolvermos uma consciência mais elevada sobre a necessidade de contratarmos seguros dos nossos imóveis. A área pública deve gerar fundos específicos para agir diante das devastações inerentes às fortes tempestades. Pensamos nisso tendo em mente no que projetou Alexandre Aguiar, de que tudo sinaliza novos temporais nos próximos meses.