“Deixa os caras trabalhar”

Foi a primeira fala de um amigo, ao comentar sobre a notícia da proibição, imposta pela Prefeitura, aos artistas de ruas: “Deixa os caras trabalhar“. Já eu apenas me calei por um minuto, e me entristeci com tudo isso. Lamentável como a humanidade está cada dia mais... faltou a palavra. Prefiro não a mencionar. Somos aprendizes de um mundo louco.

E o pior é que, ao ler a  nota do Governo, vejo que as pessoas se ocuparam indo ou ligando para a Prefeitura reclamando do fato. Não seria mais fácil, simplesmente acenar e desejar um bom dia.  Afinal, do que seria da nossa vida, sem os artistas de rua? Se a resposta for, “Não farão diferença”, você precisa procurar urgente uma terapia. Talvez o segredo seja sair do seu carro de luxo, financiado em 10 anos, e dar uma volta pela cidade. Respirar ar puro. Te fará bem!

Haa, mas a Prefeitura diz que não impede que os mesmos atuem em calçadas. Mas a Prefeitura não sabe que o trabalho de rua, é nas ruas?

Lamentável a decisão, mas infelizmente está prevista em lei. Parece que a diretoria de trânsito aprendeu com o caso do painel instalado na rótula. Naquela época, aquele “truvisco” luminoso não atrapalhava o trânsito. Naquela época, eles não leram o Código de Trânsito Brasileiro? Parece que é um preconceito cultural, pois o painel era um investimento de uma empresa privada, que lucraria com isso. Agora são apenas artistas de rua, que podem viver das calçadas. Não, eles não podem viver das calçadas, pois sua arte é gratificada com moedas. São apenas moedas, que juntas financiam seus sonhos.

Mas a rua é um local inseguro. Um outro amigo diz: E se eles forem atropelados? Ou riscarem um carro? Simples, se todos os motoristas forem pacientes, ninguém será atropelado. Sobre riscar um carro, duvido que isso aconteça. São pessoas que vivem em seu mundo, educadas, com uma vibe diferente. Bebem? sim, mas não vi ocorrências de brigas e nem assaltos. São pessoas de bem.

Estou triste com isso, parece que o ser humano está desaprendendo a conviver. Talvez deveríamos amar como Jesus amou e viver como Jesus viveu. Ele não excluía, ele aceitava, amava e perdoava. Nelson Mandela disse:  “Ninguém nasce odiando uma pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem aprender a amar”.

Talvez por isso que Jesus andava e dormia muitas vezes nas ruas.

As piadas cheias de preconceito

Fui chamado de petista após me indignar com uma brincadeira machista. Logo revidei, “Repudiar machismo não me torna um seguidor do Partido dos Trabalhadores, mas sim um cidadão que respeita e quer ser respeitado”.

Sou homem e isso não proíbe que eu lute contra atitudes machistas, homofóbicas, etc. O fato de ser do sexo masculino, indiferente da orientação sexual, me da ainda mais munição para essa guerra contra a intolerância.

A população em geral precisa entender e aceitar que os tempos são outros. Sim, o que antes era normal, começou a ser estudado e comprovado que passa longe da normalidade. Usar mulheres, gays, nordestinos, gaúchos, negros, índios, brancos.... para fazer piadinha preconceituosa, apenas mostra o que está guardado no pensamento e no coração da pessoas. Isso não é humor, é ódio disfarçado.  

Sobre ser petista, não teria menor problema em admitir isso, se eu realmente fosse. Não tenho partido, apenas sigo algumas ideologias, e elas transitam nas propostas de direita e de esquerda. Está mais do que na hora da direita e da esquerda entenderem isso. Tenho repulsas ao presenciar brincadeirinhas machistas. Mas o pior de tudo isso é ver, as principais vítimas desse sistema, rirem dessas piadas. São brincadeiras que reforçam o pensamento errado da população. São elas responsáveis pela morte de mulheres todos os dias.

Há uma semana, ao chegar da faculdade, liguei a TV. Naquele exato momento a gaúcha Fernanda Lima, em rede nacional, convocou a audiência e o auditório a sabotar as engrenagens desse sistema de opressão. “Vamos sabotar as engrenagens desse sistema homofóbico, racista, patriarcal, machista e misógino”, disse. Nossa, aplaudi em pé!

Minutos depois o fato começou a repercutir nas redes sociais. Umas pessoas levaram para o lado político partidário. Eles acharam que ela queria sabotar o governo eleito. Genteeeeeeee, por favor, isso mostra como o brasileiro não sabe interpretar. Fernanda abriu o coração e apenas pediu respeito, e que não se aceite mais esse preconceito que ronda por aí. Era só isso. Podemos ter um partido, uma ideologia, mas isso não pode ser usado como camufla para o ódio.

Os nobres secretários

Inicio meu blog de hoje refletindo sobre a nobreza. Fui ao dicionário para exemplificar o sinônimo: Um ser nobre é um homem ou mulher merecedor (a) de respeito pelas boas qualidades e méritos. É um cidadão (ã) que se destaca por ser majestoso; em que há fausto ou majestade. Que tende a fazer o bem; generoso: um nobre soldado. Viu, hoje posso afirmar que temos cidadãos nobres... Estou falando dos sete secretários municipais do Governo Vicini.

O prefeito pode ter muitos defeitos, mas precisamos concordar que neste momento, Vicini está sendo nobre, principalmente na escolha de sua equipe de secretariado. Salve o que ainda não sabemos, mas pela última atitude tomada pelos mesmos, podemos afirmar que nossos secretários são merecedores de titulo da nobreza democrática.

Ta, mas do que estou falando? Estou falando da digna decisão dos sete secretários em abrirem mão do 13º salário. É um direito, que os mesmos deixam de lado, em prol do bem comum. Hoje os secretários estão à disposição dos problemas da comunidade 24 horas por dia. Eles cumprem horário na prefeitura.

 No dia 20 de dezembro todos os servidores receberão o benefício, mas sete deles não. Será uma economia de R$ 65 mil, um valor suficiente para pagar quatro meses de salários de médicos para atender a comunidade carente. O valor que os nobres abrirão mão, servirá também para pagar o vale-livro dos alunos das escolas municipais. Viu, temos nobres na gestão municipal. Pena não poder dizer o mesmo da Câmara de Vereadores de Santa Rosa.

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