Os nobres secretários

Inicio meu blog de hoje refletindo sobre a nobreza. Fui ao dicionário para exemplificar o sinônimo: Um ser nobre é um homem ou mulher merecedor (a) de respeito pelas boas qualidades e méritos. É um cidadão (ã) que se destaca por ser majestoso; em que há fausto ou majestade. Que tende a fazer o bem; generoso: um nobre soldado. Viu, hoje posso afirmar que temos cidadãos nobres... Estou falando dos sete secretários municipais do Governo Vicini.

O prefeito pode ter muitos defeitos, mas precisamos concordar que neste momento, Vicini está sendo nobre, principalmente na escolha de sua equipe de secretariado. Salve o que ainda não sabemos, mas pela última atitude tomada pelos mesmos, podemos afirmar que nossos secretários são merecedores de titulo da nobreza democrática.

Ta, mas do que estou falando? Estou falando da digna decisão dos sete secretários em abrirem mão do 13º salário. É um direito, que os mesmos deixam de lado, em prol do bem comum. Hoje os secretários estão à disposição dos problemas da comunidade 24 horas por dia. Eles cumprem horário na prefeitura.

 No dia 20 de dezembro todos os servidores receberão o benefício, mas sete deles não. Será uma economia de R$ 65 mil, um valor suficiente para pagar quatro meses de salários de médicos para atender a comunidade carente. O valor que os nobres abrirão mão, servirá também para pagar o vale-livro dos alunos das escolas municipais. Viu, temos nobres na gestão municipal. Pena não poder dizer o mesmo da Câmara de Vereadores de Santa Rosa.

A voz do cidadão?

 

Ontem ao acompanhar a sessão da Câmara de Vereadores de Santa Rosa, na página do Facebook me deparei com um banner, que dizia: Câmara de Vereadores de Santa Rosa : A voz do cidadão. Confesso que por alguns minutos fiquei refletindo sobre “o dizer”, tentando buscar uma forma de me convencer, que realmente o que estava lá era reflexo da realidade. Queimei neurônios e fiz que novos nascessem, mas não consegui concordar com a frase. É difícil.

A frase ficou sem sentido depois do comunicado feito pelo presidente do Legislativo, Renato Schaefer, sobre a decisão de pagar o 13º salário dos vereadores. Mais uma vez, os 15 parlamentares não ouviram a comunidade. Isso é ser a voz do cidadão? Não é.

Mais uma vez os parlamentares poderiam ter saído por cima, seriam aplaudidos pela comunidade. Mesmo que a prerrogativa não seja mais que uma obrigação, ética e moral. Mais uma vez a comunidade não foi ouvida, não foi questionada e não foi respeitada. Estamos vivendo uma crise moral, e ações políticas só refletem a forma com que a população está agindo. Mas o presidente afirmou que se trata de algo previsto em lei. Sim, isso é verdade. Mas por um segundo cheguei a pensar que os parlamentares seriam coerentes com a realidade. Lamentável o que estamos vivendo.

Ao caminhar pelas ruas ontem, ouvi de um amigo: “Tu viu, aqueles caras vão ganhar ainda mais para não fazer nada. Eles querem guardar dinheiro para pagar a campanha”. De resposta apenas dei um sorriso, eu estava nervoso, com raiva e cheio de vontade de encontrar um deles e falar poucas e boas. Mas apenas sorri. Meu amigo estava certo, mas nosso jornalismo muitas vezes nos limita de dar opinião. Por isso, as faço aqui.

Depois dessa tenho dificuldades de ver o trabalho, bom, feito pelos vereadores. As faltas com a comunidade não me fazem acreditar. 

Rodrigo Burkle aceita desafio e diz não ao 13º

Rodrigo Burkle aceita desafio e diz não ao 13º

Após lançar o desafio aos vereadores, para que renunciem o 13º salário nesta legislatura, não procurei nenhum parlamentar para falar sobre o assunto. Mas, apenas um me procurou e garantiu que não aceitará o pagamento. Trata-se de Rodrigo Burkle-PP.

Burkle me procurou e afirmou que abrirá mão do pagamento. “Não recebi 13º enquanto secretário municipal, e não receberei como vereador”, afirmou.

Rodrigo até o mês passado era secretário de Infraestrutura Urbana. Ele foi eleito em 2016 vereador, mas estava à frente da pasta e avia se licenciado do legislativo.

No meu ponto de vista, a renúncia de Burkle mostra que ele é um agente público sensato, que conhece as dificuldades para manter serviços públicos essenciais. 

O desafio segue para os demais vereadores.

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